Cobertura CCXP – Supernovo entrevista Sean Murphy e Danilo Beyruth

Pedro Luiz

  quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cobertura CCXP – Supernovo entrevista Sean Murphy e Danilo Beyruth

Durante a CCXP tivemos a oportunidade de bater um papo com Danilo Beyruth de Astronauta - Magnetar e Sean Murphy que já desenhou o Batman, Hellblazer e Vampiro Americano

Durante a Comic Con Experience, que rolou em São Paulo do dia 4 ao dia 7, tivemos a oportunidade de conversar com alguns quadrinistas. Dentre eles, o grande Sean Murphy, responsável por HQs como Joe, The Barbarian e Punk Rock Jesus. Fomos até o VIP Room do centro de convenções para um papo rápido sobre a indústria de quadrinhos e outros assuntos.

No Artists’ Alley do evento, conversamos rapidamente também com Danilo Beyruth, responsável pela premiada Bando de Dois e outros grandes trabalhos. Danilo esteve na CCXP para o lançamento de Astronauta: Singularidade, a segunda história sobre o personagem de Maurício de Souza (leia o review da primeira edição), publicada pelo selo Graphics MSP. Obviamente, ela foi assunto para a nossa conversa.

As duas entrevistas você confere abaixo:

Supernovo entrevista Sean Murphy. Ao fundo, o poster do evento por Ivan Reis, Rafael Grampá e cores de Marcelo Costa.

Supernovo entrevista Sean Murphy. Ao fundo, o poster do evento por Ivan Reis, Rafael Grampá e cores de Marcelo Costa.

Supernovo: Como vai, sr? É um prazer conhecê-lo.
Sean Murphy: Bem! É um prazer te conhecer.

SN: Tem curtido a Comic Con?
SM: Sim, bastante.

SN: Eu preciso começar com uma pergunta pessoal… Me desculpe por isso. Mas, quantos anos você tem?
SM: Eu tenho 34.

SN: Ok. Então, para você, qual é a diferença entre a indústria atual dos quadrinhos e a indústria de 34 anos atrás?
SM: Bom, eu comecei a ler nos anos 90, então a diferença entre os anos 90 e agora é que tínhamos uma bolha, e todos achavam que os quadrinhos valeriam milhões de dólares. Então todos começaram a comprar (direitos) e nada vendia tanto. A indústria caiu e se recuperou lentamente, e agora temos filmes e séries de tv. E a indústria voltou a funcionar, especialmente para projetos independentes.

SN: E sobre o formato digital… O que você pensa? É bom para a indústria?
SM: Sempre bom… Ficaram preocupados no início, pois poderia fazer a indústria perder as vendas do quadrinho-papel, mas é um aditivo. As mesmas pessoas que compram o quadrinho-papel, compram o quadrinho digital. E mais pessoas, que não podem pagar (pelo quadrinho físico) ou não se importam, podem fazer o download e ler. No início houve medo, mas deu certo.

SN: Sobre os artistas brasileiros. Você tem algum favorito ou admira algum em particular?
SM: Rafael Albuquerque. É um amigo meu. Rafael Grampá… E os gêmeos…
SN: Gabriel Bá e Fabio Moon?
SM: Exato! Conheci outros grandes artistas na noite passada, já estava muito tarde, então não me lembro dos nomes deles, mas tem muita coisa boa saindo no Brasil.

SN: Para terminar, a próxima pergunta é sobre o pequeno Sean Murphy. Ele tinha algum personagem favorito?
SM: O Homem-Aranha. Eu gosto muito do Homem-Aranha… Quando eu era criança, tinha também o Superman. Mas nos anos 90, quando o desenho do Batman começou, eu passei a gostar mais do homem morcego. E eu posso dizer que o Batman é o meu favorito.

SN: Ok, Sean. Obrigado por arrumar alguns minutos do seu tempo.
SM: Oh, foi um prazer. Obrigado! (Em português)

Supernovo entrevista Danilo Beyruth

Danilo Beyruth e uma edição de Astronauta: Singularidade

Danilo Beyruth e uma edição de Astronauta: Singularidade

Supernovo: Olá, sr! Você acabou de lançar a segunda história de Astronauta. Poderia nos falar um pouco sobre o processo de criação, de onde surgiu a história?
Danilo Beyruth: O primeiro Magnetar conta muito a origem do personagem, já o segundo teve como objetivo justamente fazer uma história que continuasse pertinente pra esse personagem. No primeiro, o que eu fiz foi desenvolver o personagem do Maurício de Souza numa pegada mais adulta, sempre respeitando a origem do material. Então o desafio no segundo foi justamente continuar achando no personagem esses elementos… Continuar desenvolvendo ele. Só que agora (em Astronauta: Singularidade), a história tem uma pegada um pouco mais de aventura, e um pouco menos de…

SN: A primeira é bastante filosófica…
DB: Sim! A primeira tem uma pegada bastante filosófica. A segunda traz menos elementos filosóficos.

SN: E o que você pode nos adiantar a respeito de trabalhos futuros? Algum projeto em mente?
DB: Aqui no evento eu estou trazendo o One Shooter, que são histórias curtinhas, super descompromissadas. Mas o próximo trabalho ainda não está fechado… Não sei ainda o que vai ser.

SN: Pra fechar, o que você leu ultimamente que te agradou realmente… que te impressionou?
DB: Ah… Acho que Battling Boy, do Paul Pope, que é uma pegada assim bem Jack Kirby, que eu curto muito.

SN: Maneiro. Obrigado, Danilo.
DB: Obrigado!

 


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