Cobertura CCXP – Quinta-feira (Dia 1)

Pedro Luiz

  sexta-feira, 05 de dezembro de 2014

Cobertura CCXP – Quinta-feira (Dia 1)

Confira tudo que rolou no primeiro dia da Comic-Con Experience

A Comic Con Experience – CCXP começou! No primeiro dia de evento, o Supernovo conferiu todos os painéis do auditório principal, além de algumas outras atrações que vocês verão em breve.

Chegamos por volta das 9h, quando o credenciamento começava. Entramos por volta das 10h, e nos encaminhamos para os stands que ainda não estavam completamente prontos. Warner, Netflix e FOX tomavam a atenção dos jornalistas que esperavam pela coletiva de imprensa.

Enfim, CCXP! A coletiva e os painéis principais.

Oficialmente, o dia começou após a coletiva. Ouvimos dos organizadores – Marcelo Forlani e Érico Borgo do Omelete – e do investidor Pierre Mantovani, hoje sócio do Omelete e CEO do projeto da CCXP, as dificuldades encontradas para levantar um evento nos moldes da Comic Con San Diego. Todos os integrantes agradeceram os fãs e os estúdios por acreditarem no projeto, e discutiram ainda a carência do público brasileiro em eventos relacionados à cultura POP. “Paixão” definiu não só a fala dos organizadores – sobre o evento em si – , mas também a reação do público, que entrou exatamente ao meio dia. O mais importante dos avisos era: não filmem ou fotografem os painéis. Mantenha o conteúdo daqui exclusivo!

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Foto: Pedro Fraga

O público que tinha os painéis como objetivo, teve uma hora para rodar pelos stands. Às 14h o Auditório Thunder (principal) recebeu Edgar Vivar, o Sr. Barriga de Chaves. Carol Moreira (do site Omelete) mediou o papo, que começou pelas histórias de bastidores e passou pelo episódio favorito (Acapulco). Ainda durante a conversa, Edgar Vivar fez piadas com público e não escondeu a satisfação de estar diante de, no mínimo, metade da capacidade do auditório. O ponto alto do painel ficou por conta de um compilado de vídeos que o próprio Vivar gravou com sua incrível Super 8 durante uma turnê da equipe do Chaves pela América Latina. Vimos Ramon Valdez (Seu Madruga) em plena Amazônia peruana, para citar um momento do vídeo. O painel de Edgar Vivar fechou com uma homenagem simples à Roberto Gomes Bolanos, o Chespirito, que faleceu na semana passada. Com os olhos marejados, Vivar concluiu o painel:

Roberto agora está muito melhor que nós. O mais importante foi o sorriso que ele deixou nos rostos de cada um de nós.

Em seguida, às 15h, Marcelo Hessel (do site Omelete) e a atração internacional do dia subiram ao palco. Sean Astin, um goonie/hobbit, foi ovacionado ao assumir a cadeira destinada a ele. Porém, não fosse o bom humor de Sean, o painel seria marcado negativamente. Um problema técnico na tradução em legendas, que estava sendo projetada nas telas laterais, causou uma pequena interrupção. Até que uma tradutora assumiu um lugar ao lado de Sean e o fez falar pausadamente.
Sean falou sobre os bastidores de Goonies, E.T., e, claro, Senhor dos Anéis. Algumas piadas de comparação entre Los Angeles e São Paulo fizeram o auditório principal reagir positivamente. Sean falou ainda sobre sua dublagem em Tartarugas Mutantes Ninjas e deixou o painel com a frase: “Uma bela história é maior do que qualquer ator.

Vampiro Americano

Pela primeira vez reunidos no Brasil, os autores de Vampiro Americano, série de terror em quadrinhos do selo Vertigo da DC, falaram sobre sua criação! Scott Snyder, o brasileiro Rafael Albuquerque e Sean Murphy conversaram sobre a obra com moderação de Thedy Corrêa, vocalista da banda gaúcha Nenhum de Nós.

No painel de Vampiro Americano a conversa flui graças a empenhada participação dos fãs. Entre as conversas o foco ficou para o processo de criação do tal Vampiro Americano, a criatura em si. Scott e Rafael afirmaram a intenção de tornar a tal criatura em um Vampiro que explicasse seu efeito nas pessoas através do medo, indo contra a corrente da glamourização que vemos nos vampiros dos últimos anos.

Quando perguntado sobre a diferença entre trabalhar em um projeto seu (VA) e com o Batman, Scott Snyder (atual roteirista da principal revista mensal do Homem-Morcego) contou que sua inspiração para a criação da Morte da Família foram seus próprios medos, por acreditar que para honrar um personagem como o Batman é preciso ser puro, mas que o Batman, por sua vez, já tinha uma mitologia que liga o fã a sua nova obra, mas em o Vampiro Americano essa identificação com o fã ainda precisava ser criada.

DC Gerações

A evolução do universo de super-heróis que começou tudo, a DC Comics, é o tema de um debate especial entre alguns dos maiores criadores da editora. O painel teve representantes de três décadas da produção da casa de Batman, Superman e tantos outros ícones: Klaus Janson, Sean Murphy, Ivan Reis, Scott Snyder e José Luiz García-López!

O bate-papo entre os grandes nomes dos quadrinhos se faz quando todos discutem seu processo criação, falando sobre suas rotinas, que divergem entre disciplina e liberdade de horários e todos concordaram que perseverança é ainda mais importante do que ter talento.

Mas o painel teve seu ponto alto na divulgação de algumas novidades sobre o futuro dos quadrinistas ali presentes. García-López disse estar envolvido em uma nova fase da Mulher Maravilha enquanto Klaus Janson irá trabalhar com o Superman em 2015. O brasileiro Ivan Reis, que já passou por Lanterna Verde, Aquaman e Liga da Justiça, afirmou continuar com o Multiverse, mas avisou que em 2015 acaba seu contrato exclusivo e que novos projetos podem surgir.

O título de painel do dia vai para: Paramount.

Érico Borgo (do site Omelete) veio ao palco às 18h pedir (reforçar) que ninguém registrasse os painéis, com ênfase no que viria a seguir. A Paramount Pictures trouxe à Comic Con XP a dupla Brad Fuler e Andrew Form, produtores da casa.

Pouco falaram e, de cara, colocaram o excelente projetor 4K para funcionar. Um clipe com a sequência “da neve” de Tartarugas Ninjas foi mostrado ao público, que se aquecia para os previamente divulgados “conteúdos exclusivos” da empresa. Os produtores voltaram ao palco e conversaram sobre a continuação de Tartarugas Ninjas e revelaram a data: filmagens começam em abril de 2015 e o filme estreia em junho de 2016, com Bebop e Rocksteady inseridos na história.
O segundo anúncio envolve a franquia Sexta-feira 13, do icônico Jason. O próximo filme é o décimo terceiro da franquia, e isso animou parte do auditório e desanimou outra parte. Após uma pergunta da plateia, os produtores confirmaram que o filme terá censura 18 anos.
Com exclusividade, vimos os primeiros 15 minutos do filme Project: Almanac, que estreia em fevereiro. Rende um texto a parte.
Se o painel terminasse ali, já teria sido bem sucedido. Até que, no telão, surge Arnold Schwarzenegger. Aparentemente, o vídeo fora gravado em sua própria casa, e nele o Mr. Governator convocava o público da CCXP a assistir o trailer de O Exterminador do Futuro: Gênesis. O auditório veio ao chão.

Depois de assistirmos o vídeo e o trailer mais algumas vezes, foram anunciados alguns filmes para o ano que vem e 2016. Entre eles, a continuação de Missão Impossível e, para o delírio do auditório, um filme com os personagens de Bob Esponja.

A devida homenagem

A primeira CCXP é, assumidamente, uma edição especial sobre o Batman. Assim como em San Diego, um tema é escolhido como principal e é debatido ao longo dos dias. E uma data como os 75 anos do Batman não poderia passar em branco. Para fechar o primeiro dia de painéis, subiu ao palco o dream team: Scott Snyder, Klaus Janson, Rafael Grampá, Rafael Albuquerque, Dave Johnson e José Garcia-López. A discussão rendeu algumas polêmicas, como, por exemplo, a eleição democrática de “melhor história do Batman” para O Cavaleiro das Trevas. Ainda que Dave Johnson e Klaus Janson não tenham falado muito, esse foi o painel com o melhor nível de discussão. O design do personagem, os atributos que o tornam tão popular e o processo de renovação do homem morcego foram excelentes tópicos.

Em seguida subiu ao palco Arthur Parsons, diretor de LEGO Batman 3: Beyond Gotham. De forma exclusiva, o gameplay foi mostrado enquanto Thiago Romariz (do site Omelete) e o diretor falavam sobre o jogo, que gira em torno da série de TV dos anos 60.
A possiblidade de escolher quase 200 personagens do universo DC, do escalão A ao F , foi o atributo mais aplaudido durante o bem humorado papo. Mais um divertido jogo da franquia LEGO deve pintar por aqui no final de dezembro.

Fotos

*Artigo escrito à quatro mãos – Pedro Fraga e Roberta Rampinii


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