SuperKabooom #50 – Review de Thor: God of Thunder #20

Leandro de Barros

  terça-feira, 25 de março de 2014

SuperKabooom #50 – Review de Thor: God of Thunder #20

O SuperKabooom agora é só em texto!

“Epa, mais um SuperKabooom em texto? Que palhaçadinha é essa, amigos? Eu quero essa joça em áudio ou o meu dinheiro de volta!”

Bem, cliente chateado, infelizmente a partir de agora o SuperKabooom será apenas em texto. Essa é uma das primeiras evoluções que faremos nesse nobre sítio eletrônico chamado Supernovo. Até que o programa durou bastante, não? Um ano, praticamente 50 edições. Foi maneiro…

Mas enfim, voltando ao que interessa: Thor: God of Thunder #20, que é, na opinião deste que vos fala, a melhor série mensal do selo Marvel NOW (ou All-New Marvel NOW, ou Super-Mega All-Amazingly New Marvel NOW ou sei lá como eles estão chamando essa joça atualmente).

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Batman #29

Texto: Jason Aaron
Arte: Esad Ribic
Onde comprar?Aqui!

Para quem não anda acompanhando Thor: God of Thunder, um resumeco do que anda rolando por lá: a edição #20 é a segunda parte do arco The Last Days of Midgard, que começou na edição passada. Depois do Thor lidar com as mais recentes maledicências de Malekith, ele voltou a circular pela Terra e demonstrar seu amor pelo nosso planetinha, inclusive começano um affair (ui!) com uma agente da SHIELD novata, chamada Roz Solomon, que faz parte duma recém-formada equipe ambientalista da agência. Juntos, os dois juntam forças contra Dario Agger, CEO da Roxxon, que possui um… hã, relacionamento liberal com conceitos ambientais.

Agora você sabe (e saber é metade da batalha!), mas não continue um ignorante e coloque Thor: God of Thunder na sua lista de leituras regulares. Depois você vai me agradecer.

Thor: God of Thunder #20 começa na Terra, em “muitos milênios no futuro” onde o Thor Pai-de-Todos encontra o velho Galactus pronto para finalmente comer Midgard – que é um planeta sem vida e sem valor.

Preocupado com a segurança das suas netas (que surgiram no primeiro arco da revista), Thor as envia para Asgard e vai “conversar” com Galactus. Opa, as aspas foram desnecessárias, ele REALMENTE vai conversar com Galactus. Desculpem, foi força do hábito…

Enquanto isso, no presente, Thor e Solomon saem para tomar um café e discutir o plano de ação para enfrentar a Roxxon. O asgardiano passou a noite em claro estudando antigos mundos que morreram nas esperança de encontrar uma forma de salvar a Terra dos danos ambientais que estão sendo cometidos (exatamente igual este que vos escreve, com a diferença que eu estava ouvindo The Smiths – hey, claro que os motivos dele são mais nobres, ele é um DEUS, dããã). Thor revela que bolou um plano, que logo é posto em ação: Solomon e a SHIELD podem não ter provas nenhumas contra a Roxxon e outras empresas similares, mas Thor controla raios e trovões e não está nem aí para a lei dos homens. Seu plano é simples e eficiente: fazer chover raios nas instalações dessas empresas, como se Pikachus raivosos estivessem atacando o lugar – mas fazer de forma que esses ataques pareçam “acidentes”, para que as empresas não recebam grana do seguro.

E seja feita a palavra de Thor, já que o deus do trovão desce o cacete em várias instalações pelo planeta.

Quando sabe da notícia de que suas instalações foram atacadas, Agger declara guerra contra Thor e reúne seus conselheiros para bolar um plano contra o Vingador – não sem antes revelar uma das maquinações malucas da sua empresa: derramar óleo nos mares, infestar o oceano de predadores e colocar ursos geneticamente modificados perto dos rios da América do Norte para comer todos os peixes existentes para que apenas os peixes criados pela empresa sejam vendidos e supram a demanda mundial por carne aquática. Eu nunca disse que esse plano fazia algum sentido…

Enfim, nessa cena nós vemos que o cara está meio que possuído por algum tipo de entidade maligna e demoníaca (provavelmente alguma figura da mitologia nórdica?) e ele consegue ficar tão grande quanto a ruindade dos seus planos (isso significa que ele fica gigantão).

Voltando ao futuro, Thor Pai-de-Todos e Galactus não chegam a um consenso sobre o destino da Terra, apesar de terem muito em comum: um quer proteger o lugar por causa das memórias felizes, o outro quer destruí-lo por causa das memórias felizes. Assim, quando não há consenso, significa que ‘TÁ NA HORA DO PAU!

Não é o Thor que diz isso, né?

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Ok, o que dizer desse arco que mal conheço mas já considero pacas? Apesar de achar que esse novo evento não está bem ao nível dos outros dois arcos da mensal até o momento, Thor: God of Thunder ainda é feita de um material acima do habitual na indústria americana de quadrinhos de super-heróis.

O tema do arco não é tão novo assim, nem nas HQs e nem na cultura pop em geral: aquecimento global e meio ambiente. Porém, com a exceção de heróis como o Homem-Animal, o Monstro do Pântano e afins, poucos encaixariam tão bem nessa temática como o Thor – mesmo que a primeira vista não pareça (afinal, ele sempre terá Asgard).

O amor do asgardiano por Midgard é um dos pontos mais interessantes do arco até aqui e vê-lo lutando para salvar o planeta é como assistir à um herói de antigamente, agindo apenas porque é a coisa certa a se fazer e por amor ao que está tentando salvar, e não por motivos pessoais ou algum tipo de vingança ou afim.

O que mais saiu nessa semana?

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Ms. Marvel #2: A saga da jovem Kamala Khan em se tornar a nova Ms. Marvel continua nessa edição escrita por G. Willow Wilson e desenhada por Adrian Alphona. A nova revista deixa menos sutil o fato da jovem ser uma inumana, mas já apresenta seus poderes de forma funcional: Kamala pode alterar a forma de seu corpo em diferentes maneiras (nessa edição, por exemplo, ela fica igual à antiga Ms. Marvel, criando a discussão sobre ela tentar ser outra pessoa – que deve ser a força motriz da heroína e da mensal – e a capacidade de diminuir e aumentar de tamanho à vontade). Kamala vem se mostrando uma personagem BEM interessante, principalmente para quem é mais jovem e ainda enfrenta todas essas dúvidas que a personagem também enfrenta (ser aceita no grupo, modificar quem é para isso, etc). Guardadas às devidas proporções, a jovem pode ser uma espécie de “nova Peter Parker”, pelo menos na sua identificação com o público – além das suas aventuras serem bem escritas.


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