SuperKabooom #32 – Aquela edição em texto

Leandro de Barros

  domingo, 13 de outubro de 2013

SuperKabooom #32 – Aquela edição em texto

Num caso excepcional, a review das comics dessa semana será em texto

Faaaala, galera!

Tudo bem?

Pois bem, essa semana não tivemos SuperKabooom. Por quê? Bem, parte culpa minha e parte culpa de vilões intergalácticos que atuam para que coisas rotineiras saiam errado. Basicamente, o arquivo de áudio da gravação do programa ficou pela metade e eu não conferi antes de fechar o programa.

Porém, para que esse fim de semana não passe sem SuperKabooom, farei alguns resumos rápidos das edições comentadas no programa, ok?

Vamos lá:

Kabooom Batman 24Batman #24 – Quem estava com saudade de Zero Year? Eu estava com saudade de Zero Year! A mega-saga de “origem” do Batman com textos de Zack Snyder e artes de Greg Capullo e Rafael Albuquerque voltou com uma edição que conclui os eventos que tinham dominado a revista até então: a caça do Batman ao líder da Gangue do Capuz Vermelho. Meio do nada, Snyder entrega uma origem que contradiz-mas-não-contradiz-ao-mesmo-tempo a origem apresentada em A Piada Mortal, o que pode ser um pouco polêmico apesar de eu ter gostado mais assim (afinal, em A Piada Mortal, Moore mostra quem nem todos podem enlouquecer depois de um dia ruim – eu prefiro acreditar que o Coringa já era um louco do que um pobre coitado vítima das consequências).

Com um bom aproveitamento das suas muitas páginas, Batman #24 mostra um Cavaleiro das Trevas que ainda é um Escudeiro das Trevas no máximo. Ou Aprendiz de Espadachim das Trevas ainda. Isso porque o Batman com capuz é praticamente o mesmo Bruce Wayne sem o capuz: não tem a postura, força e ar intimidatório que o personagem mostrou em outros arcos da mesma revista – quando já está mais velho e, portanto, com mais experiência.

No fim, ainda temos tempo para um cliffhanger do Charada armando o palco para os próximos momentos de Zero Year e para a participação de vários outros heróis na saga.

Kabooom Infinity 4Infinity #4 – Escrita por Jonathan Hickmann e desenhada por Jerome Opena, essa edição de Infinity também deu para matar as saudades de uma semana.

Um dos primeiros comentários que precisamos fazer sobre a edição é que finalmente o Thor não foi judiado por alguém em alguma grande saga da Casa das Ideias. Nos últimos eventos da Marvel, sempre tem sobrado para o asgardiano apanhar para que a força dos vilões seja reconhecida. Apesar dele ter batido no Hulk e no Coisa em O Próprio Medo, o personagem apanhou da Fênix, foi capturado pelos X-Men e apanhou da Emma Frost em Vingadores vs. X-Men. Em Age of Ultron, ele mal aparece: já começa morto e no futuro alternativo mostrado na saga também não é citado.

Por isso, ter o personagem matando um Builder de uma maneira um pouco brega, mas espetacular (feita sob medida pro Thor, portanto), foi bem redentor. Obrigado, dr. Hickmann.

Fora isso, Os Vingadores no espaço conseguiram salvar a terra natal dos Kree e agora estão pela primeira vez em vantagem na guerra contra os Builders, mesmo que seja uma vantagem moral ínfima. O Capitão América mostrou novamente o seu valor (sempre tão menosprezado) como líder de guerra e estrategista e a Capitã Marvel também ganhou algum destaque. Três personagens não tão populares e que ganham merecido destaque.

Na Terra, o Raio Negro ativou uma bomba que faz com que cada pessoa com DNA inumano no planeta comece a manifestar seus poderes. Além de causar um outro evento da Marvel (Inhumanity) , essa medida dá poderes à Thane, o filho de Thanos, num arco que deverá ser desenvolvido nas próximas edições da saga.

Kabooom X-Men 6X-Men #6: Quem estava com saudade de Battle of Atom? Ninguém estava com saudade de Battle of Atom, já que essa merda sai toda semana e não dá descanso pra ninguém.

Numa edição escrita por Brian Wood e desenhada por David Lopez, a outrora agradável revista sofre novamente com uma edição fraca da saga comemorativa dos X-Men.

Dessa vez, tivemos a revelação que todo mundo já sabia: os X-Men do Futuro não são bonzinhos nada e uma batalha começa. quem fez a “descoberta” foi Rachel Summers, à pedido do Wolverine (que, aliás, teve a CARA DE PAU de dizer que “está certo o tempo todo” por causa disso. Ô seu canalha, a gente vem dizendo isso desde o início e você não achou que seria uma boa ideia investigar esses caras ANTES de atacar o Ciclope Jovem e a Jean Grey Jovem e causar uma batalha mental que poderia ter matado todas as envolvidas?).

Enfim, o pau come e temos muitas páginas de briga (alguém estava tentando preencher a cota de páginas da edição rapidamente). Destaque para o Deadpool apaixonado pela Psylocke (quem nunca?) e para o verdadeiro time dos X-Men do Futuro que chegaram ao presente (que é o passado deles!).

Kabooom Superman Wonder Woman 1Superman/Wonder Woman #1: Escrita por Charles Soule e desenhada por Tony Daniel, finalmente a tal “revista romântica da DC que quer atrair o público de Crepúsculo” foi lançada.

Apesar da polêmica e dos comentários bestas feitos pelo próprio Daniel, a verdade é que a qualidade da revista não é tão ruim quanto o esperado – pelo menos não nessa primeira edição.

A revista divide bem o tempo de protagonismo entre o casal e também não se limita a cenas românticas “que mulheres iriam querer ver”. O começo da série foi relativamente promissor.

Kabooom Forever Evil Arkham War 1Forever Evil: Arkham War #1: Com textos de Peter Tomasi e artes de Scot Eaton, o primeiro tie-in da saga Forever Evil começa acertando em muitas coisas.

A primeira delas é em beber muito da fonte chamada Batman: Arkham City. A HQ pega o conceito da cidade de Gotham dividida em distritos comandados por vilões e arma uma interessante guerra pela cidade. De um lado, Bane liberta os prisioneiros de Blackgate e conta com a ferocidade deles para ganhar Gotham. Do outro, o Pinguim e o Espantalho confiam na insanidade dos vilões do Asilo Arkham para o domínio da cidade do Batman.

Essa primeira edição do tie-in não se fez de rogada ao apresentar a loucura dos envolvidos, além de não cair na armadilha de escolher um protagonistazinho “herói” ou pegar um anti-herói de Gotham pra estrelar essa guerra. São vilões contra vilões e, sem a pressão de mostrar o “certo” ou o “bem vencendo”, Tomasi tem a liberdade de deixar a loucura dos envolvidos fluir bastante.

Kabooom Thor God of Thunder 14Thor: God of Thunder #14: Jason Aaron continua seu ótimo momento no comando da revista mensal do Thor, dessa vez contando com as artes de Ron Garney nessa edição, que prossegue com o arco vilanizado por Malekith.

Na edição, Thor lidera a “Liga dos Reinos”, uma equipe de elite formada por um representante do conselho que governa os Nove Reinos. A função dessa equipe é localizar e eliminar Malekith, que iniciou uma guerra civil entre os elfos negros.

God of Thunder #14 conta com vários elementos para colaborar numa leitura prazerosa: possui bastante ação e comédia, um toque aventuresco até que interessante e não limita a sua narrativa ao que o herói vê: um dos momentos mais engraçados acontece justamente fora do olhar de Thor, bem como um momento que caracteriza bastante o potencial de Malekith enquanto vilão. Por isso, as coisas parecem bem ligadas ao vindouro Thor: O Mundo Sombrio, novo filme da Marvel, pelo menos na temática.


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