Sexta-Feira 13 – HQs para se ler de madrugada

Leandro de Barros

  sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

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Sexta-Feira 13 – HQs para se ler de madrugada

Encare o terror nos quadrinhos nessa Sexta-Feira 13!

Esse artigo foi originalmente escrito na SuperMag #3, a edição especial de Halloween da nossa finada revista digital. Clique aqui pra conhecer!


Aah, o amargo e venenoso sabor dos mistérios do oculto. O perigo que espreita à cada esquina, cuja única certeza é a sua natureza macabra. Monstros tais que fariam até mesmo o mais sombrio veterano de guerra envergonhar a sua honra.

A maioria do público “de fora” desse mundo dos quadrinhos costuma achar que a Nona Arte se resume à super-heróis, Turma da Mônica e mangás japoneses muitas vezes incompreensíveis e com decotes em excesso (peraí, decotes nunca são em excesso..).

Essa visão errônea do mundo das histórias contadas em quadros sequênciais é fruto de um pré-conceito de que quadrinhos “são coisa de crianças”. Você que está lendo à este texto, claramente sabe que essa afirmação é incrivelmente equivocada. Se não sabia, agora sabe e saber é metade da batalha.

Existe nesse mundão de Odin muita história em quadrinho feita para adultos. E não, eu não estou falando da obra do Manara ou daqueles outros gibis que você esconde debaixo do colchão. Eu falo de histórias com temáticas e modelos narrativos adultos.

Um dos grandes géneros desse tipo de história são os gibis de terror, perfeitos para se ler de madrugada. Como representante de quadrinhos da nossa equipe (leia-se “o único disponível”), a minha missão essa noite é escoltá-los ao perigoso e sombrio mundo dos quadrinhos de terror. Pegue sua garrafinha de água santa, faça uma última oração e me acompanhe, sabendo que eu não posso garantir que sairemos ilesos dessa macraba jornada…

 Não dá para errar com os clássicos

Christmas, o personagem de Jason Statham em Os Mercenários 2, diz uma frase muito interessante em certo momento do filme: “Não dá para errar com os clássicos”. Ou algo muito similar.

Como dá para ver, a sabedoria do personagem não se limita ao fato dele ter o mesmo nome do segundo feriado mais legal do ano, só perdendo para o que estamos celebrando nessa edição. Christmas sabe das coisas e sabe que não dá pra bater os clássicos, simples assim.

Dessa forma e assim sendo, me apoiarei na filosofia natalina de Os Mercenários 2 para compor essa matéria: iremos com os clássicos das HQs de terror e afins.

Para ser completamente honesto, essa história da citação do filme é só metade da minha justificativa para indicar clássicos no texto de hoje. A outra metade é que eu não conheço muitas histórias de terror. “E por quê não?”, você se pergunta. Porque eu sou uma moçoila, eu respondo.

Eu admito que tenho um certo respeito (leia-se: medo) desse tipo de histórias. Eu adoro bruxas malignas, vampiros sanguinários e demónios personificados na pele de colegiais japoneses, mas prefiro quando essas criaturas estão à uma distância segura de mim. De preferência à umas 20 páginas de distância.

Enfim, justificativa feita, agora você tem uma dívida moral comigo. Eu enfrentei receios pessoais para escrever as palavras a seguir. Se você não as ler, sua vida será amaldiçoada por sete anos, alienígenas introduzirão uma sonda anal em você e seu trabalho no pós-morte será servir vinho nos jantares de Hades.

Vertigo

 Não é HQ, é Vertigo

E vejam só: mais um texto introdutório antes do assunto principal! Estou aprendendo a criar suspense com o Mestre Kubrick. Antes de mergulharmos de cabeça e alma em uma piscina de sangue, tripas e sonhos (olha um foreshadow do que vem por aí), eu quero separar um espacinho para falar sobre uma espécie de abrigo para os fãs do sobrenatural.

Nos anos 80, a DC contava com um certo inglês barbudo no seu quadro de funcionários. Atendendo pelo nome de Alan Moore (mas você pode chamá-lo de Rouxinol de Northampton se tiver intimidade), esse senhor britânico exagerou na qualidade das histórias que escrevia para a Distinta Concorrência e acabou criando um efeito muito engraçado. Com publicações como Watchmen e Monstro do Pântano, Moore acabou atraindo um público mais adulto para a editora.

Sagaz como uma raposa velha, a DC resolveu se aproveitar desse novo público, enviando uma editora para a Terra da Rainha à fim de encontrar escritores dispostos a trabalhar em histórias mais adultas. Karen Berger, a tal editora, voltou do Reino Unido com nomes como Neil Gaiman, Grant Morrison,  Jamie Delano e Peter Milligan na bagagem. Nascia assim a Vertigo, selo da DC para histórias “de alta qualidade”.

Fazendo um link esperto com o começo da matéria, a Vertigo é uma espécie de resposta para quem fala que “quadrinhos são coisas de criança”. Com origem chafurdada (segura, peão!) nas histórias sobrenaturais, o selo evoluiu para o género da ação, comédia, fantasia e até ficção-científica, sempre seguindo a política de qualidade elevada.

Apesar de separar um cantinho especial para falar da Vertigo, não custa lembrar que ela não é a única a publicar histórias de qualidade e/ou histórias assustadoras, apesar de ser a iniciativa mais conhecida do género. Se você é um novato desbravador desse tipo de conteúdo, fica aqui um conselho: pode começar pela Vertigo, mas não vá se fechar à outras editoras e publicações. Quem sabe quantas desventuras horripilantes e quantas criaturas aterrorizantes se escondem por aí?

Sandman e o mundo dos sonhos

SandmanAfirmo que vou me apoiar nos clássicos e já abro com Sandman. Sou apelão mesmo e se você não gostou vá reclamar com Morpheu, amigo(a).

Sandman é, explicando em termos simples, a graphic novel do gênero mais aclamada por crítica e público. Em termos mais complexos, é tão foda que exige o uso de palavrões na hora de descrevê-la.

A trama da graphic novel gira em torno de Sonho, também chamado de Morpheus, Sandman e mais um monte de nomes, que é o governante do mundo dos sonhos (Sonhar – um lugar onde a mente de todos os seres vivos está conectada) e é um Perpétuo. Tire essa expressão confusa do rosto que eu já vou explicar. Os Perpétuos (também chamados de Sem Fim) são um grupo de seres que são manifestações antropomórficas de conceitos presentes na mente de todos os seres vivos. Eles são sete ao todo (Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio, além do Sonho) e não são ‘deuses’ na concepção mais banal da palavra, mas uma espécie de entidade responsável por manter a coesão da ordem do universo físico. É difícil colocar isso em palavras quando não se tem a habilidade de Neil Gaiman.

E por que eu estou aqui aconselhando que vossa senhoria leia Sandman à meia-noite? Bem, a verdade é que a graphic novel de Neil Gaiman é um cartão de visitas para o mundo do sobrenatural e do oculto.  Ela pode falhar no quesito “horripilância”, mas ela compensa (e muito!) no quesito “misticismo”.

Aliás, vale separar um parágrafo para falar do estilo literário de Gaiman. Com os dois pés, o braço direito e quatro dedos da mão esquerda afundados na obra de H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, Gaiman destila a sua mística surrealista com a mesma habilidade com que um padeiro particularmente talentoso confecciona um bolo de chocolate saboroso. Talvez essa não tenha sido a comparação perfeita para o caso, mas o que eu quis dizer é que Neil Gaiman é muito bom no que faz, particularmente em Sandman.

A série é repleta de simbolismo, belíssimas artes e um texto excelente, que fatalmente mexerá com a sua cabeça e deixará o seu cérebro acesso por muito tempo depois de ter lido Sandman, ainda raciocinando sobre o que acabou de ver…

vampiro americanoVampiro Americano – este não é o vampiro da sua irmãzinha

O século XXI chegou trazendo uma nova geração de vampiros. Se antes essas criaturas místicas eram consideradas os principais predadores do mundo sobrenatural, os caçadores implacáveis, insaciáveis e mortais, os anos recentes apresentaram vampiros vegetarianos, apaixonados e brilhantes. E não, eu não falarei de Crepúsculo, acho que há um limite para o horror e eu não estou disposto a cruzar essa linha.

Apesar de ter citado um exemplo ruim de reinterpretação de um clássico, a verdade é que eu costumo aprovar tentativas de se reinventar conceitos já estabelecidos. Principalmente quando são bem feitos, como no caso a seguir.

Em Vampiro Americano, o roteirista Scott Snyder (responsável por escrever actualmente a série mensal do Batman) se junta ao brasileiro Rafael Albuquerque (Besouro Azul) para apresentar mudanças à mitologia dos vampiros com qualidade.

Um dos pontos mais chamativos da série, pelo menos no seu começo, é justamente esse: apresentar um novo tipo de vampiros, o tal Vampiro Americano do título. Ao contrário dos “vampiros europeus”, sempre sofisticados, aristocratas e draculescos, a linhagem de vampiros apresentada na obra segue uma linha mais suja, com outros poderes, traçando um paralelo com o contexto histórico dos EUA (o começo da série se passa em 1920, mas uma grande parte das histórias são baseadas no final do século XIX, no Velho Oeste americano), onde o país começava a se encontrar novamente, depois de uma violenta guerra civil.

Voltando a apresentar os vampiros como monstros perigosos, Vampiro Americano se tornou um sucesso de crítica e público, tendo levado um Eisner de Melhor Série Nova pra casa, em 2010. Além disso, vale dar uma recordada que as primeiras 5 edições da revista possuem histórias paralelas escritas por um carinha chamado Stephen King, autor de alguns livrinhos de terror como O Iluminado, Carrie, a Estranha e outros.

Atualmente, Vampiro Americano é publicada nos EUA pela DC Comics, através do selo Vertigo, e vem pro Brasil pelas mãos da Panini, também pelo selo Vertigo. Se você tem colapsos nervosos com Edward Cullen mas ainda assim não descarta uma inovação no conceito dos vampiros, essa é a sua escolha. Afinal, este não é o vampiro da sua irmãzinha.

arkham asylum

 Batman: Asilo Arkham e um tapa na bunda do Batman

Ah, eu já posso ouvir as reclamações dos leitores. Já posso ouvir as acusações de ser coxinha, de apelar para super-herói e de ser um vacilão. Podem me xingar a vontade amigos, isso não mudará um fato: terror nem sempre significa tripas à mostra. Mais: é possível fazer uma boa história de terror sem precisar colocar um grupo de fantasmas perseguindo uma criança e fazendo-a literalmente em pedaços no meio da rua (embora nós iremos chegar nesse ponto em breve).

Em algumas ocasiões, o horror é psicológico. O horror mora na curva ao lado, o horror mora em não saber quem atacará em breve. Às vezes, o horror está em saber que não importa o que você faça, os seus piores pesadelos estão vindo te pegar. Existem ocasiões em que o horror está justamente em deixar o corpo intacto, mas destroçar a alma de alguém.

Na trama escrita por Grant Morrison (de Homem-Animal, Batman Inc., Grandes Astros: Superman) e desenhada pelo incrível  Dave Mckean (capas de Sandman), os internos do Asilo Arkham, inclusos aí o Coringa, Duas-Caras e afins, armam uma rebelião e tomam o controle do sanatório. Os vilões só possuem uma exigência: querem a presença do Batman no local. Assim que o Homem-Morcego chega, ele entra em uma jornada de tortura física e psicológica promovida pelos seus adversários, que pretendem mostrar que a linha que separa o Batman e os seus inimigos é mais ténue do que se imaginava.

Quem leu A Piada Mortal, deve ter notado uma semelhança na história. Na trama de Alan Moore, o Coringa quer provar que qualquer um pode ser tão insano quanto ele, basta ter um dia ruim. Para provar tal afirmação, o Príncipe Palhaço do Crime sequestra o Comissário Gordon e prepara uma viagem macabra para o policial.

Agora imaginem esse plano com uma perspectiva maior, com mais insanidade, com mais perigo e o pior: sendo aplicado em um cara que realmente já tem um pé na loucura.

Batman: Asilo Arkham é sufocante, sombria e um golpe na alma do Batman (e do leitor). A arte de Mckean assusta de tão macabra e o roteiro de Grant Morrison dará um susto em quem está acostumado com o cartunesco mundo dos super-heróis.

Depois de entrar pelas portas do Asilo Arkham, você não precisa rezar para sair. Você precisa é torcer para quando as portas fecharem, você não se sentir em casa.

neonomiconNeonomicon – quando Moore encontra Lovecraft

Alan Moore e H.P. Lovecraft são dois escritores “inapresentáveis”. A gente não precisa dizer que Moore é o cara que escreveu V de Vingança, Watchmen, A Liga Extraordinária, Monstro do Pântano, A Piada Mortal e mais uma caçambada de histórias lidas, comentadas e reconhecidas na indústria dos quadrinhos.

Já H.P. Lovecraft é um dos monstros (rá) da literatura de terror no mundo, servindo de inspiração para vários outros artistas consagrados, desde Robert E. Howard (criador do Conan) até Neil Gaiman (Sandman), passando por Stephen King (O Iluminado).

Quando Alan Moore pretende escrever uma minissérie propondo uma espécie de releitura da obra de H.P. Lovecraft e do seu mythos, a gente pára pra prestar atenção. Antes de falar um pouco mais de Neonomicon (e há muito para falar! – eu romperia o meu limite de páginas se escrevesse tudo que penso), vou dar uma pequena sinopse da obra.

Neonomicon é a sequência de uma outra história, chamada de O Pátio (presente no encadernado da Panini no Brasil, mas que não é estritamente necessário para compreender Neonomicon), onde dois agentes do FBI, Brears e Lamper, são incumbidos de investigar uma série de crimes relacionados a rituais místicos. Papo vai, papo vem, os dois acabam se envolvendo numa conspiração macabra com uma seita medonha, tudo temperado com a presença de monstros, sexo e violência.

Se há uma palavra para descrever Neonomicon, essa palavra tem de ser “polêmica”. Algumas comic-shops nos EUA se recusaram a vender a minissérie, de tão forte que ela é. A verdade é que existem pessoas que ODIARAM Neonomicon e que possuem ótimos argumentos à seu favor, assim como existem pessoas que AMARAM Neonomicon e que também possuem ótimos argumentos à seu favor. A graphic novel é como um monstro bizarro de duas cabeças, capaz de agradar ao mesmo tempo que desagrada. A parte boa e a parte ruim existem e são o todo da obra. Ao mesmo tempo.

O meu entendimento de Neonomicon ficou um pouco prejudicado já que eu não sou exatamente muito versado na obra de Lovecraft. Do meu obtuso ponto de vista, eu achei Neonomicon uma história perturbadora. Não significa que é ruim, mas é perturbadora. Mas a graphic novel é exatamente o tipo de história que não dá pra confiar na review de alguém ou na descrição de um amigo.

Neonomicon é o tipo de história que você PRECISA ler, nem que seja para odiá-la profundamente para o resto dos seus dias. Não dá pra passar indiferente à junção de Moore e Lovecraft e é apenas lendo que você vai conseguir formular a sua concepção. A graphic novel é explícita, perturbadora, nojenta e visualmente violenta. E ela tem milhões de camadas, assim como tudo feito por Moore.

Vá ler de madrugada e pegue uma camada pra chamar de sua…

Vertigo HellblazerHellblazer, a série que é boa mesmo quando é ruim

A Vertigo tem a doutrina de “concluir” as suas séries, ao invés de mantê-las indefinidamente por anos, anos e anos, como fazem Marvel e DC, por exemplo. Mas como toda regra tem a sua excessão, Hellblazer é a fuga dessa regra da Vertigo – #NOTA DO EDITOR: na época que essa matéria foi escrita e publicada, Hellblazer ainda não havia sido concluída ;).

Sendo publicada desde o fim dos anos 80 (1986, pra ser mais preciso), Hellblazer é protagonizada por John Constantine, um exorcista britânico especialista em ocultismo, demonologia, cigarros e bebidas. Constantine é a alma que move Hellblazer. São as suas desventuras enfrentando demónios, xingando anjos e enganando o Diabo que são contadas nas páginas da revista.

É complicado indicar Hellblazer pra alguém, já que a revista está sendo publicada há mais de 20 anos. Além disso, John Constantine ainda acaba participando da atual Justice League of Dark, a Liga da Justiça Sombria, de Os Novos 52 da DC Comics. Oficialmente, minha indicação é para pegar Hellblazer desde o início,  mas existem arcos melhores do que outros, claro.

O legal de Hellblazer é que as histórias do exorcista são extremamente relacionáveis com a época em que são publicadas. Por exemplo, em uma história, John entra no inferno, onde existem uma espécie de demônios-corretores, que negociam almas humanas por determinados preços. Como a trama se passa no final dos anos 80 (e a Inglaterra estava em campanha eleitoral), o preço dos britânicos estava “de acordo com quem venceria as eleições”.

Hellblazer é a série mais longeva, uma das mais elogiadas e mais queridas pelo público da Vertigo. Em termos de demónios, macabrices e horrores, Hellblazer é um dos principais nomes no mundo dos quadrinhos. Presença obrigatória na sua estante, obviamente.

gantz

Gantz – DAFUQ

Ok, até aqui eu falei de uma série sobrenatural cheia de simbolismos, de uma série de horror vampiresco, de terror psicológico, monstros do Lovecraft e o principal nome em termos de demónios, anjos e o Diabo. Vou para a sexta (e última, porque o seis é sugestivo) e sinto algumas preocupações vindas dos leitores. Quando teremos as tripas, os miolos saltando, a violência explícita? Teremos agora com Gantz, jovem gafanhoto. Espero que vocês aguentem.

Depois de muito reflectir, eu achei que a palavra que melhor descreve Gantz é “dafuq”. Porque, sério, o que se passa na cabeça de Oku Hiroya, mangaka criador da série? Existe algo de muito errado NESSE reino da Dinamarca. Pra começar, o primeiro capítulo do mangá mostra o protagonista Kei Kurono e seu amigo de infância, Masaru Katou, sendo atropelados pelo metrô. Mas não é um atropelamentozinho qualquer, é uma porrada que faz a cabeça dos dois voar pela estação. Nós, obviamente, acompanhamos tudo em câmera lenta.

Mas não acaba aí. Depois disso, eles são teletransportados para uma sala com um estranho orbe preto enorme e outras pessoas que acabaram de morrer. Pouco depois, uma mulher nua se materializa do nada. Se você já está achando estranho agora, imagine quando eu contar que eles saem dali pra caçar um alienígena que só come alho-poró. E eu não estou inventando nada disso.

A sinopse de Gantz gira em torno desse estranho orbe preto, que surge em um apartamento em Tóquio. Esse orbe acaba levando pessoas que estão morrendo. Quando estão todos reunidos, essa esfera dá uma missão à essas pessoas: caçar alienígenas escondidos na Terra. Para isso, eles recebem armas futuristas e um uniforme especial.

Apesar de ter pintado essa visão bizarra de Gantz (o que é totalmente verdade e é só o começo), a verdade é que a história de Oku Hiroya é muito boa. Mesmo. Na verdade, essa misteriosa esfera negra se chama Gantz. Ela faz um chamado e leva todas as pessoas que morrem durante essa chamada para um jogo. Eles caçam aliens em troca de pontos. Quando se junta 100 pontos, cada participante pode escolher um “prêmio”. Conforme a série avança, nós vamos descobrindo mais informações sobre Gantz, os aliens e outras coisas.

Um dos grandes trunfos da série é o desenvolvimento dos seus personagens. Kei, protagonista, é um jovem amargurado e cínico por causa do mundo em que vive. Com o tempo, ele vai se reencontrando com as ideologias que mantinha quando era criança, tendo mais esperança e sendo mais heróico, forte e decidido. Um processo de amadurecimento semelhante vai ocorrendo com os outros personagens principais do mangá.

Em termos de terror, lembre-se que Gantz é gore puro. Nada de censuras, nada de truques de cenas pra não  mostrar tripas escorrendo ou corpos sendo dilacerados. Prepare-se pra enfrentar a crueza sanguinolenta do mundo de Gantz. O mangá é actualmente publicado no Brasil pela Panini.

Sobre » Super Kabooom

É um pássaro? É um avião? Não, é o Super Kabooom, o blog de quadrinhos do Supernovo. Além de usar recursos textuais mais antigos do que a cueca vermelha do Superman, esse blog trará a iluminação para os fãs da Nona Arte. Se a sua alma quadrinesca precisa de salvação, esse é o lugar certo (espero).


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