Indicação: Os Poderosos Vingadores da Apaixonada Máfia Japonesa

Thiago Alencar

  segunda-feira, 14 de outubro de 2013

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Indicação: Os Poderosos Vingadores da Apaixonada Máfia Japonesa

Conheça o Romeu e Julieta japonês e aproveite para chutar algumas bundas com os Poderosos Vingadores

Maaais uma semana, mais indicações de arte sequencial pra você, queridíssimo leitor do Supernovo que esta aí, matreto e cabisbaixo sem saber o que ler para dar uma animada na sua vida. Hoje traremos pra você, aproveitando o último podcast, o nosso primeiro mangá, o sensacional Nisekoi: False Love da Shonen Jump e um dos últimos lançamentos da Marvel Now em sua primeira fase, Mighty Avengers. Sem mais delongas, vamos lá:

Nisekoi

Nisekoi: False Love

Normalmente, sempre que olhamos pra Shonen Jump, pensamos em Mangás de aventura que nos inspiram a ser mais amigos e nos superarmos em busca da vitória. Não é bem isso que você vai encontrar em Nisekoi. Nesse mangá roteirizado e desenhado por Naoshi Komi (em sua segunda série na Shonen Jump depois de uma série de one-shots que não foram pra frente), nós vemos o protagonista, Raku Ichijou, filho do líder de uma das famílias da Yakuza em uma situação um tanto peculiar: ao pular uma parede, Raku acaba atingindo uma jovem chamada Chitoge Kirisaki. Os problemas começam quando Raku percebe que perdeu o pingente que tinha ganhado de sua namorada de infância, um coração com um cadeado, a qual havia prometido retornar com a chave para que um dias os dois se casassem.

Não seria um mangá muito interessante se fosse só isso, não? Acontece que a jovem Chitoge é a filha do líder de um grupo de gângsters chamado Beehive, que está em guerra, advinha só?, com a família Shuei-Gumi, a qual é liderada pelo pai de Raku. Não bastasse o ódio criado entre Raku e Chitoge quando o jovem obriga a garota a procurar o pingente com ele (afinal, é o que se faz quando você descobre que a menina que você acertou se transferiu pra sua escola e estuda na sua sala), os pais de ambos decidem que, para evitar mais perdas no conflito, seus filhos deveriam se casar. O charme da hq não está no seu plot (levemente) cliché, mas na bela forma como o Naoshi desenvolve seus personagens e seu plot. Paixonites por outras pessoas surgem, antigas namoradas e supostas noivas começam a aparecer, e várias chaves pro coração trancado do Raku aparecem. Mas, uma pergunta permanece: serão os dois capazes de manter esse relacionamento vivo para proteger os interesses de seus pais? Poderá um sentimento verdadeiro nascer disso?

Essas respostas ainda estão por vir, mas você pode acompanhar o mangá através da loja online de sua publisher nos EUA, a Viz Media, ou pela anunciada adaptação pra Anime que estréia em janeiro do próximo ano. É torcer para que o sucesso da série no Japão e uma possível grande audiência do anime convençam alguma das nossas editoras a traduzirem o Mangá para cá.

Mighty Avenger

Mighty Avengers

Por fim, quanto a HQ, vamos a ultima adição a família Vingadores: o relançamento da franquia Poderosos Vingadores, que, se em seu volume original tratava da equipe criada durante o Reinado Sombrio por Hank Pym (contando com Amadeus Cho, Hercules, Visão, Estatura, Mercúrio, Jocasta, Agente Americano e uma falsa Feiticeira Escarlate), dessa vez temos uma equipe quase que inteiramente composta por heróis negros. Nascida como um tie-in para o atual evento da Marvel, Infinity, começa com o tipico “Método Marvel de Formação de Equipes”: enquanto os Heróis de Aluguel estão ganhando seu dinheiro honestamente impedindo um roubo de partes robóticas, Otto Parker chega, acha que resolveu a situação e resolve brigar com Luke Cage e sua equipe, chamando os de Mercenários. Tigre Branco resolve deixar a equipe. A HQ continua com mais uma série de desenvolvimentos até o ponto chave: Proxima Midnight, serva de Thanos, ataca Nova York e dá início ao seu plano: a completa destruição da cidade. Com o ataque, vemos Luke Cage, o Superior Homem-Aranha e Spectrum (a antiga Pulsar e Fóton, Mônica Rambeau) chegam ao local e dão de cara um novo herói, “Spider Hero”.

Com essa rápida descrição da 1ª edição, é claro que podemos ver uma série de clichés típicos de quadrinhos de super-herói americanos. Não é. Mighty Avengers é mais uma das várias medidas corajosas que a Marvel tem tomado em publicar HQs “fora do padrão”. Ou seja, lideradas por heróis brancos e extremamente conhecidos, com alguns personagens menos populares como personagens de apoio. Com uma equipe criativa talentosa formada pelo britânico Al Ewing (de longa carreira na Dynamite com Jennifer Blood e The Ninjettes e com Dredd 2000AD) nos roteiros e o bom e velho Greg Land na arte (do atual volume de Homem de Ferro, e de passagens clássicas por Esquadrão Supremo, Fabulosos X-Men pra Marvel e Asa Noturna e Aves de Rapina pra DC), Mighty Avengers v2 segue a ousada proposta de uma equipe formada por heróis negros e não tão populares assim (exceção a Luke Cage que ganhou muita popularidade com os Vingadores do Bendis e o Superior Homem-Aranha), se aproveitando do crossover pra se lançar (a HQ acabou no Top 10 das mais vendidas de Setembro), a Marvel espera ter mais uma HQ de sucesso na família Vingadores. Que as vendas e a qualidade se mantenham porque, até aqui, estamos com algo muito bom nas mãos.

Sobre » Super Kabooom

É um pássaro? É um avião? Não, é o Super Kabooom, o blog de quadrinhos do Supernovo. Além de usar recursos textuais mais antigos do que a cueca vermelha do Superman, esse blog trará a iluminação para os fãs da Nona Arte. Se a sua alma quadrinesca precisa de salvação, esse é o lugar certo (espero).


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