As Dez Melhores Revistas de Marvel NOW… ou Nova Marvel

Leandro de Barros

  quinta-feira, 03 de outubro de 2013

Blog /// Super Kabooom Super Kabooom

As Dez Melhores Revistas de Marvel NOW… ou Nova Marvel

Comemorando um ano em Outubro, nós selecionamos os 10 melhores títulos de Marvel NOW

Com spoilers leves para quem não acompanha as revistas da Marvel em formato digital e não está em dia com as publicações nos EUA.

Marvel NOW Uncanny Avengers

Os Uncanny Avengers

A Marvel realizou um relançamento das suas revistas mensais em 2012, sob o selo Marvel NOW – que chegará ao Brasil como Nova Marvel, pela Panini.

Resumindo em miúdos, a iniciativa visava criar uma porta de entrada para novos leitores (muito provavelmente direcionados por causa de certos filmes que estão fazendo muito sucesso) e, ao mesmo tempo, oxigenava o universo Marvel nos quadrinhos ao mudar direções, visões, equipes técnicas e até mesmo o visual de alguns personagens.

Como essa mudança completa 1 ano em Outubro, nós decidimos extender à Casa das Ideias o mesmo tratamento que oferecemos à DC Comics no ano passado e faremos uma pequena lista com os 10 melhores títulos regulares que a Marvel NOW trouxe. Vale para quem está lendo em formato digital junto com o mercado americano ou para quem vai esperar a brincadeira chegar ao Brasil, através da Panini. Ah, e não se preocupe: nada de spoilers, ok?

marvel now avengers arena10º –  Avengers Arena

Em Setembro de 2012, a Marvel anunciou que um dos títulos de Marvel NOW se chamaria Avengers Arena. Escrita por Dennis Hopeless e desenhada por Kev Walker, a revista colocaria um grupo de dezesseis jovens heróis da Casa das Ideias numa ilha para lutar até a morte.

Se combates entre super-heróis já era um plot manjado, imagine a cara-de-pau da Marvel de anunciar uma revista onde jovens se enfrentam numa ilha até a morte depois dos sucessos de Battle Royale (tanto a versão em quadrinhos, como o filme) e Jogos Vorazes (livros e filme).

Obviamente, o público reagiu um pouco mal ao anúncio – principalmente com o fato da Casa das Ideias não se fazer de rogada na hora de deixar claro a sua inspiração no logo da série.

Com tudo para dar errado e ser para sempre taxada como um dos símbolos da ganância capitalista e do reaproveitamento de ideias das editoras norte-americanas, Avengers Arena chegou, estreou e surpreendeu.

Sim, a revista pega a mesma ideia de Battle Royale e Jogos Vorazes. Mas quando você vai mais além de ler a sinopse e efetivamente começa a LER A REVISTA, você percebe que valeu a pena ter passado essa barreira inicial.

O texto de Hopeless sabe como guiar o leitor para uma experiência diferente em cada edição e também sabe aproveitar a multipluralidade de temas que uma história desse tipo proporciona. Se em uma edição nós pegamos um banho de sangue, em outra somos jogados em páginas onde o isolamento de um personagem chega a ser sufocante, apenas para na edição seguinte acompanharmos uma morte emocionante e então mais e mais batalhas. Avengers Arena consegue fazer o leitor abraçar aqueles personagens, aumentando o risco de cada uma das lutas exibidas, gerando uma preocupação genuína com o destino daqueles jovens heróis – o que é algo que nem toda revista da Marvel consegue fazer hoje em dia.

Já com data para acabar (Dezembro de 2013 nos EUA), graças à vendas não-tão-boas assim, Avengers Arena provavelmente virará um daqueles encadernados que ninguém coloca muita fé, mas que acaba sendo uma surpresa pra quem finalmente der uma chance pra brincadeira e a prova de que mesmo decisões editoriais focadas exclusivamente na capitalização em cima de outras obras podem gerar um conteúdo interessante

marvel now x-men vol 49º – X-Men Vol. 4

Com textos de Brian Wood e artes de Olivier Coipel, esse talvez seja o título mais difícil de definir, já que é também o mais novo.

Tendo estreado em Maio apenas, X-Men Vol. 4 possui pouco mais de 4 edições já publicadas e, até agora, a impressão que fica é que essa revista vai deixar de lado os conceitos das outras três versões do título X-Men e vai abordar uma ideia utilizada rapidamente pelo próprio Brian Wood há algum tempo.

Se as duas primeiras encarnações do título X-Men se transformaram em outras marcas (a The X-Men, de 1963, virou Uncanny X-Men; e a X-Men de 1991 virou X-Men: Legacy), a X-Men Vol. 3, de 2001, tinha uma função simples na sua existência: cravar o lugar dos mutantes no Universo Marvel e juntar esses dois “mundos” tão diferentes. Por isso, a revista recebia “convidados”, como o Homem-Aranha, com frequência. Porém, em Marvel NOW, essa função ficou com a revista Uncanny Avengers e a X-Men Vol. 4 vai seguir uma outra ideia, originada quando Brian Wood escreveu 7 edições entre Março e Outubro do ano passado.

Fugindo um pouco dessa coisa de colocar os X-Men junto dos Vingadores, Wood retratou algumas histórias em X-Men Vol. 3 onde a Tempestade liderava a equipe de mutantes em missões de segurança, como uma espécie de equipe de resgate. Eventualmente ele teve de abandonar um pouco a ideia para o fechamento da mensal entre o fim de 2012 e o começo de 2013, mas o conceito parece ter agradado, já que é mais ou menos isso que vemos nessa X-Men Vol. 4.

Estrelada apenas pelas moças dos X-Men (Jubileu, Tempestade, Vampira, Kitty Pryde, Rachel Summers e Psylocke), o título mostra uma versão dos X-Men um pouco perdida entre a quase-Guerra Civil que os mutantes vivem atualmente em Marvel NOW. Se de um lado Ciclope lidera uma equipe numa jornada para proteger e educar mutantes, do outro o Wolverine lidera uma escola com o mesmo objetivo. No meio dessa confusão (que ainda é temperada por viagens no tempo e afins), alguém precisa fazer o trabalho de salvar acidentes aéreos e impedir que pessoas morram.

É mais ou menos nisso que se focou o começo de X-Men Vol.4, além de trabalhar bem a questão de quem vai liderar os X-Men, qual o legado do grupo, o que é ser um X-Men e como eles afetam as pessoas.

marvel now superior spider-man8º – The Superior Spider-Man

No fim do ano passado, a Marvel publicou Amazing Spider-Man #700, escrita por Dan Slott e desenhada por Humberto Ramos. A edição concluía o arco Dying Wish (Desejo Final, em tradução livre), onde o Dr. Octopus, que estava em estágio terminal de uma doença, troca de corpo com Peter Parker sem que ninguém perceba.

No fim da confusão, Peter acaba morrendo com o corpo velho e doente de Otto Octavius e a mente do vilão fica com o corpo saudável e poderoso de Peter Parker. Assim, ele decide que usará essa segunda chance para ser superior ao seu antigo rival em todos os campos possíveis, se tornando um herói melhor, se tornando o Homem-Aranha Superior.

E é isso que acompanhamos em The Superior Spider-Man: a jornada de Otto Octavius em ser um herói melhor que Peter, em aprender o que é um herói e em definir o que é ser “melhor” no quesito heroísmo.

Portanto, assim como em Avengers Arena, temos aqui uma revista criada por decisões editoriais duvidosas (ou decisões editoriais motivadas por razões duvidosas), mas que funciona bem na sua execução.

Ao acompanharmos a ação do Dr. Octopus como um herói, recebemos algumas histórias divertidas e que, ainda assim, conseguem propor de maneira simples algumas definições sobre o grande mote do Cabeça de Teia (“com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”) e sobre heroísmo nos dias de hoje.

marvel now uncanny x-men7º – Uncanny X-Men Vol.3

Como já dito em algumas posições anteriores, a primeira revista dos X-Men na Marvel (The X-Men, 1963, textos de Stan Lee e artes de Jack Kirby) eventualmente passou a se chamar Uncanny X-Men – embora, em minha defesa, a linha temporal dos títulos das revistas dos X-Men é algo tão confuso quanto as barafundas temporais de universos paralelos dentro das histórias dessas próprias revistas. Então, é possível que nunca tenha havido uma Uncanny X-Men e nós estejamos presos em alguma ilusão causada pela Jean Grey e/ou a Emma Frost.

Pense nisso.

Hã, mas voltando ao raciocínio. É curioso ver que, na divisão dos títulos mutantes de Marvel NOW, quem acabou ficando com a Uncanny X-Men foi a equipe do Ciclope – que é tudo menos o time dos X-Men que sempre protagonizou a série.

Mas o quão diferente é essa nova equipe mesmo? Com assuntos tão complexos como preconceito, discriminação e como agir em relação enquanto vítima/autor dessas coisas, o quão certo estava Charles Xavier nos anos 60, o quão errado estava Magneto e quanto dos dois está no Ciclope nesse momento?

Além de mostrar uma equipe mutante que está agindo com táticas quase de guerrilha para proteger e treinar os novos mutantes que estão surgindo, a série ainda guarda algum tempo para explorar a tentativa de se encontrar e de se definir dos seus personagens mais clássicos – algo simbolizado pela mudança de uniforme desses mesmos personagens.

marvel now indestructible hulk6º – Indestructible Hulk

Se você já acompanha o Hulk há algum tempo, deve saber que por anos as histórias do personagem giram em torno de temas como medo, raiva, aceitação, negação, medo da raiva, raiva do medo, aceitar a negação, negar a aceitação e todas as outras combinações possíveis nessa brincadeira aí.

Claro, de vez em quando surge um arco diferente e um roteirista interessante que adiciona um novo elemento nessa mistura, mas no geral é isso aí mesmo.

Indestructible Hulk, com textos de Mark Waid e artes que vão de Leinil Yu até Matteo Scalera, passando por uma fase com Walt Simonson, é uma dessas histórias diferentes que adicionam algo extra na mistura do Gigante Esmeralda.

Na série, vemos um Bruce Banner que, apesar dos pesares, aprendeu a conviver com o Hulk e está pronto para retomar a sua vida enquanto Bruce Banner. O cientista faz um acordo com a S.H.I.E.L.D. onde ele ganha um laboratório de última geração e assistentes em troca de agir como uma arma de destruição em massa para a agência enquanto Hulk.

Com essa premissa, nós vamos acompanhando as desventuras do personagem, em arcos ora motivados pela pesquisa de Banner, ora motivados por missões do Hulk na S.H.I.E.L.D., com técnicas e temáticas narrativas que exploram o que de melhor as duas faces do personagem possui.

Quando o Hulk está em campo, a ação é grandiosa e em larga escala, com prédio ou estruturas desmoronando e todo o frenesi que o Gigante Esmeralda está acostumado a lidar. Quando é Bruce Banner que estrela, a revista mostra que o cara é um recurso valioso mesmo sem um gigante dentro dele e ainda aproveita para dar espaço para os seus assistentes com personalidades e tramas interessantes por trás.

Sendo impossível não comparar, não dá para dizer que Indestructible Hulk está no mesmo nível do Demolidor de Mark Waid, mas anda bem próximo disso.

marvel now young avengers5º – Young Avengers Vol. 2

Escrita pelo ótimo Kieron Gillen e desenhada pelo igualmente ótimo Jamie McKelvie, Young Avengers é facilmente uma das minhas revistas favoritas em Marvel NOW.

Com uma identidade visual absolutamente única e com uma abordagem com o seu público-alvo sem igual dentro os títulos da Casa das Ideias, Young Avengers mostra a exótica união de personagens como a Miss América, Kid Loki, Wiccan, Hulking, Gaviã-Arqueira e o Marvel Boy.

Esses 6 começam a trabalhar juntos quando o Wiccan faz uma grande confusão por causa dos seus poderes e, a partir daí, a revista começa a tratar de temas como segurança, confiança, amizade, homossexualidade, sexualidade e juventude com uma visão e uma abordagem que dialoga muito bem com o público jovem que compra o título. Além de tratar desses assuntos com bom humor e segurança, a arte da revista ainda é espetacular e usa e abusa de elementos pop, muita cor e diagramações diferentes para criar movimento e dar vida às páginas de Young Avengers.

Porém, contudo e todavia, uma das características que julgo mais importante na série é que ela é ideal para quem quer acompanhar os quadrinhos de hoje em dia, mas já está saturado de brigas entre mutantes, guerras intergalácticas dos Vingadores e de planos mirabolantes de vilões temáticos. Com seu frescor, sua inovação e leveza, Young Avengers é um daqueles títulos que você PRECISA ler para entender que HQs de super-heróis não precisam rodar sempre em volta das mesmas coisas e que você pode sim gostar de coisas diferentes.

E se você for um jovem ligadinho nas Interwebz e em todo esse ~super-agito~ que os novinhos de hoje curtem ao ficar compartilhando gifs de Doctor Who no Tumblr, então essa aqui é leitura obrigatória pra você. Desde o Peter Parker dos anos 60 que uma revista não se relacionava tanto com a geração de adolescentes leitores quanto essa aqui.

marvel now guardians of galaxy4º – Guardians of Galaxy Vol. 3

Depois de estabelecer o seu núcleo de super-heróis nos cinemas com os filmes que levaram até Os Vingadores, a Marvel Studios pretende apresentar um novo núcleo nos cinemas no ano que vem: os seus personagens espaciais. Para isso, o estúdio está produzindo um filme dos Guardiões da Galáxia, uma equipe que não era tão famosa assim antes dessa brincadeira toda, mas que deverá estar na ponta da língua de todo mundo nos próximos meses se tudo der certo.

Sabendo disso, eu tenho a teoria particular que a Casa das Ideias decidiu dar aquela antecipada safada no longa e mostrar mais ou menos como eles irão trabalhar os Guardiões nos cinemas, em uma nova revista – que, por sua vez, é escrita por Brian Michael Bendis e desenhada inicialmente por Sara Pichelli.

Estrelada pelo Senhor das Estrelas (tum dum psst), Groot, Gamora, Drax, Homem de Ferro (ao melhor estilo Robert Downey Jr., diga-se de passagem) e o sensacional Rocket Raccoon, essa revista tem absolutamente tudo que a versão cinematográfica dos Guardiões vai precisar para se dar bem nas telonas no ano que vem.

Com um ritmo insanamente gostoso de acompanhar, um bom humor impecável e uma abordagem que grita “caramba, como isso e essas caras são legais!” em cada quadro, aliados à uma identidade visual linda (tanto em termos de traços dos desenhos, como no character design dos personagens e na ambientação das histórias), é meio complicado não torcer pro filme dos Guardiões ser exatamente o que a gente lê aqui. E, se for, será um dos grandes sucessos de Hollywood nos últimos anos.

Inicialmente, o primeiro arco coloca os Guardiões no espaço e planta algumas sementinhas que vão desabrochar em grandes sagas subsequentes, mas vale lembrar que é nesse título aqui que a Angela passa seus dias no Universo Marvel e que teremos edições escritas por Neil Gaiman. O que deixa tudo que já era bom, ainda mais legal.

marvel now avengers3º – Avengers Vol. 5

Quando Brian Michael Bendis anunciou que deixaria o comando do núcleo dos Vingadores para começar a direcionar os eventos das revistas dos X-Men, muita gente ficou viuvinha do cara – que, vamos admitir, ‘tá mandando muito bem em Uncanny X-Men, Guardians of Galaxy e numa revista que ainda aparecerá nessa lista.

O que essa galera não previa era que olêlê, olálá, o Jonathan Hickmann vinha aí e o bicho ia pegar.

Os(as) viúvos(as) de Bendis nem tiveram muito tempo para ficar em luto com a partida do escritor, já que Hickmann começou o seu comando em Avengers (e também em New Avengers, que é ótima também) à toda velocidade e com uma ideia simples: os Vingadores precisam mirar além e se tornarem maiores.

Soa como uma meta ambiciosa, mas se tinha alguém no QG da Marvel capaz de realizar o objetivo, esse alguém atende pelo nome de Jonathan Hickmann. Com seu conhecimento invejável de ficção-científica, estilo próprio de divisão narrativa e a destemida coragem de inserir novos elementos e personagens ao Universo Marvel, o escritor tomou o seu tempo para planejar e ambientar um dos melhores eventos que a Casa das Ideias publicou nos últimos anos (Infinity).

Avengers Vol. 5 não possui exatamente um desenhista oficial, já que nomes como Jerome Opena, Stefano Caselli, Dustin Weaver, Mike Deodato, Adam Kubert e Nick Spencer já desenharam algumas edições dessa nova série principal dos Vingadores, embora os nomes já mostrem que o resultado final vem sendo de alto nível.

marvel now all new x-men2º – All-New X-Men

Pois é, terceira série escrita por Brian Michael Bendis nessa lista. Dessa vez, temos uma mistura das outras duas: um ótimo trabalho com os personagens mutantes do título (Uncanny X-Men) + ação cinematográfica e muito humor nas páginas da revista (Guardians of Galaxy).

All-New X-Men, que tem artes de alto nível de Stuart Immonen, começa quando o cotidiano da Escola Jean Grey de Ensino Superior é perturbado pelo Fera, que está doente. Pronto para fazer um último ato, o mutante decide voltar no tempo e trazer dos anos 60 a primeira classe dos X-Men: Jean Grey, Ciclope, Anjo, Homem de Gelo e o próprio Fera. Todos ainda adolescentes.

Com isso, o Fera do presente esperava que pudesse mostrar aos seus companheiros o que eles aspiravam ser no passado e as idelogias que defendiam quando ainda eram jovens e como isso mudou. O efeito, porém, é diferente. Os X-Men ficam ainda mais divididos por não saber exatamente o que fazer com os cinco jovens do passado (devolvê-los ao passado ou deixá-los ficar?), enquanto a primeira classe dos X-Men também fica chocada ao descobrir o seu futuro e decide ficar no presente por um tempo.

Esses são os ingredientes que precisamos para a revista que mais conquista o coração da moçadinha ultimamente. É complicadíssimo ficar imune ao charme de All-New X-Men: uma colegial história que remete aos tempos mais divertidos dos mutantes, ação de qualidade quando é preciso e alguns momentos de valor quando Bendis usa a sua experiência e visão de vida para aproveitar o cunho crítico dos X-Men para pincelar um pouco sobre como a discriminação está em coisas do seu dia-a-dia que você não percebe bem.

marvel now thor god of thunder1º – Thor: God of Thunder

Thor: God of Thunder tem uma proposta ousada: e se a gente pegasse três versões do Thor e misturasse numa história só?

O primeiro arco da HQ, o único público até aqui já que foram precisos 11 edições para finalizar a história, gira em torno das ações do vilanesco Gorr, o Assassino de Deuses. Em uma jornada de 3 mil anos, o vilão decide eliminar todos os deuses que existem por vingança. Obviamente, essa tarefa megalomaníaca o coloca no caminho de Thor, o Deus do  Trovão – mas isso acontece em vários momentos da vida do asgardiano.

Basicamente, três versões do Thor protagonizam o arco: o Thor Jovem, numa época onde ele ainda não tinha sido banido à Terra sem poderes pelo seu pai e, portanto, é um cara muito convencido e arrogante; o Thor Vingador, o “nosso” Thor que vive no presente do Universo Marvel; e o Rei Thor, em muitos e muitos anos no futuro, onde algo terrível aconteceu e ele sucedeu o seu pai como Rei de Asgard

Eventualmente, os três Thors se encontram e enfrentam o Gorr, mas esse não é o ponto da revista. O grande destaque vai para dois pontos dentro da série: o 1º é a dose de reflexão que os leitores passam quando o Thor interage com o seu passado e com o seu futuro. Numa visão mais artística, existem três de nós por aí: quem nós fomos, quem nós somos e quem nós seremos – e o que cada versão pode ganhar num encontro? Como colocar essas três versões juntas ajuda a definir quem somos? E, quando somos deuses, o que esse encontro tem a dizer ao definir o que é uma divindade?

O segundo ponto é que o Thor ESTAVA precisando de uma série própria onde ele pudesse ter destaque enquanto CERUMANO. O asgardiano vinha sendo coadjuvante nas séries dos Vingadores e, nos grandes eventos da Marvel dos últimos anos, ele era apenas o “cara mais forte do grupo, mas que apanhava sempre apenas para mostrar o quão forte é o vilão”. Em Vingadores vs. X-Men, a utilização do Thor foi quase criminosa – ele esteve em cena apenas para apanhar de todos os personagens possíveis em todos os tie-ins possíveis. Em Age of Ultron, ele nem apareceu – já foi dado como morto no começo pra todo mundo achar que o Ultron era uma ameaça séria.

Por isso, o Thor precisava de uma série onde as pessoas pudessem ver mais nele do que “o cara do martelo”. Como fã do personagem, eu não poderia ficar mais feliz ao ver o ótimo trabalho que Jason Aaron (roteiro) e Esad Ribic (artes) fizeram.


E na sua opinião, jovem gafanhoto? Quais as melhores séries de Marvel NOW? E se você está esperando tudo isso chegar por aqui como Nova Marvel, qual a série que mais te deixa ansioso?

Sobre » Super Kabooom

É um pássaro? É um avião? Não, é o Super Kabooom, o blog de quadrinhos do Supernovo. Além de usar recursos textuais mais antigos do que a cueca vermelha do Superman, esse blog trará a iluminação para os fãs da Nona Arte. Se a sua alma quadrinesca precisa de salvação, esse é o lugar certo (espero).


Já está nos seguindo no Twitter e no Facebook? Vem trocar uma idéia com a gente também no Botecão do Jack, nosso grupo no Facebook. Se quiser algo mais portátil, corre pro Telegram.

Comentários