Resenha de Métrica (Slammed), de Colleen Hoover

MetricaEssa é uma daquelas horas em que eu começo a resenha e me pergunto se o problema sou eu.

Slammed tem uma média de 4,38 no goodreads e 4,6 no Skoob. O público parece tão conectado com a história que, até certo ponto, fico pensando se eu não li um livro diferente do que eles leram. Veja bem, eu não estou dizendo que é um livro ruim. Só digo que, por motivos que demorei muito pra entender direito, eu não consegui me apegar a ele.

Verdade seja dita, eu até gostei da história de Métrica. O problema é que eu não me importei com a história. Na falta de expressão melhor, diria que o sentimento ao ler foi flat.

Durante a leitura, eu consegui entender todos os motivos pelos quais as pessoas se apaixonaram pelo livro: Os elementos estão todos ali. A menina que está sofrendo pelo luto e pela mudança do único lar que conheceu; O romance proibido e inevitável; As tragédias que parecem assolar a vida da protagonista em ondas, todas as vezes que as coisas parecem melhorar.

No entanto, enquanto lia, apesar de conseguir prestar atenção e até me interessar, eu pensei: “Meh.”

Logo no início, a construção do relacionamento da protagonista, Layken – a.k.a. Lake – com seu vizinho, Will, me incomodou; Ou melhor, o que me incomodou foi a falta de construção dessa relação. Atração instantânea, okay, podemos lidar com isso, mas a afinidade que surgiu depois foi tão repentina que o romance resultante perdeu crédito. Por isso, todo o drama dos dois querendo estar juntos, mas não podendo por motivo X, pareceu desproporcional.

Além disso, me incomodou um pouco o fato de não existir nenhum assistente social no livro. Sério. Quem decidir ler (ou tiver lido) Métrica, por favor, preste atenção na situação em que se encontram alguns personagens. É difícil explicar sem dar spoilers, mas é estranha a total ausência de supervisão de alguns casos que a autora escolheu usar.

Como complemento à história, a autora usa o Slamm; Slamming é, basicamente, a interpretação em substituição da declamação. É algo mais ligado à entonação e ritmo dos versos, quando falados. Tem alguns exemplos bem legais de poetry slamm no youtube para quem se interessar.

A primeira apresentação do livro foi boa; Impressionante, até. A tradução não perdeu muito do original e o uso de um elemento diferente é um ponto positivo; Novamente, o problema é que eu não consegui me identificar ou simpatizar de verdade com os sentimentos que os personagens expuseram através de seus poemas. Nunca fui fã de poesia; Apreciação eu até tenho, mas daí a criar uma conexão é um grande pulo.

No mais, eu diria que Métrica teve bons momentos. Situações cômicas, atitudes engraçadas de alguns personagens e um ou outro diálogo interessante. Ficou, para mim, exatamente em cima da linha entre regular e bom. Não chega a ser bom, mas não me sinto compelida a dizer que é ruim. Não causa suspiros, mas também não dá raiva de ter lido.

Por fim, há uma observação que eu realmente gostaria de fazer. Slammed está listado junto de vários outros livros como New Adult (que eu expliquei mais ou menos o que é na resenha de Easy) ; Por conta dos temas abordados, eu diria que a presença nessa lista está correta. No entanto, por causa da maneira como a abordagem é feita, eu acrescentaria também que os leitores de Young Adult talvez apreciem mais a leitura.

E, como nota de rodapé, fica a observação: Eu dei nota dois e meio. Parece ruim, mas o Skoob e o Goodreads me dizem que está certo: Entre ‘okay/regular’ e ‘I Liked it/bom’.

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