Forever… | Pac-Man

Pedro Luiz

  quinta-feira, 02 de maio de 2013

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Forever… | Pac-Man

Um clássico dos fliperamas e dos consoles. Este é Pac-Man, o primeiro jogo da coluna Forever. Além de precisar ser lembrado, o game também levanta uma questão atual: O que deve ser priorizado? Gráficos ou diversão?

Pac-man! O come-come!Já dizia o saudoso velho da praça que ‘’recordar é viver… ’’. Aqui no 8bits, a nossa missão não se limita aos lançamentos e novidades do mundo dos games. Os clássicos existem, e só são chamados assim porque funcionam até hoje. Com um nome absolutamente nostálgico, esse blog serve para recolocar nos olhos dos old gamers aquele brilho que se tinha ao comprar um novo cartucho… Recordar-se da alegria que uma tarde no fliperama da esquina trazia…
Para isso, iniciamos hoje a coluna Forever, que trará um game importante para o sucesso e popularização dos vídeo games, ou simplesmente aquele jogo que gera um sentimento bacana de nostalgia. Que tal, então, falarmos um pouco do famoso come-come?
Com vocês, Pac-Man.

Estamos em 1980. Uma época literalmente iluminada… Tudo era pretexto para o uso de um espalhafatoso neon. As luzes dos arcades (ou fliperamas, whatever) piscavam loucamente ao som dos sintetizadores do Europe, do New Order, do A-ha e de outros grupos. Basicamente, as máquinas eram compostas por jogos de nave e tiro, como o lendário Asteroids e o também canônico Space Invaders. Um jovem designer da empresa Namco – que hoje já não representa o que representava nessa época (acho até que foi comprada pela Bandai, não sei) – se cansou de ver e jogar tantos space shooters. Fliperama do Pac-Man

Dizem as más línguas que foi de uma pizza faltando um pedaço que o designer Tohru Iwata retirou a inspiração para a criação do personagem que mudaria sua vida. Aquela fatia que faltava deu à pizza um aspecto curioso… Parecia uma boca aberta.  Iwata pensou: ‘’Meu Deus… Uma bola que come! Ficarei rico!’’.Assim nasceu Puck-Man.
Curiosidade: O nome vem de uma expressão japonesa que simboliza o ato de ‘’abrir e fechar a boca rapidamente’’.  Em bom japonês, ‘’Paku Paku Taberu’’.

Alguns meses após o fabuloso insight de Iwata, o jogo chegou ao mercado japonês. Ao contrário do que muitos acreditam, o game não obteve sucesso imediato.  Isso é bastante compreensível, pois o estilo de jogo era completamente diferente dos shooters que faziam sucesso na época.

A proposta era simples: Você controla uma ‘’bolinha’’ com fome. Pelo cenário estão espalhadas algumas bolinhas menores, e objetivo é comer todas elas antes que algum dos fantasminhas inverta os papéis e transforme você em refeição.  Quando se consegue comer todas as bolinhas menores, passa-se de fase. A velocidade dos fantasminhas aumenta, assim como a dificuldade.
Cada fantasminha tem uma forma particular de se comportar, o que era absolutamente interessante para a época. A complexidade disso é inimaginável para os dias coloridos dos anos 80.

Quando decidiram levar o game para o mercado americano, algo precisava ser feito. Com essa mania ocidental de querer desvirtuar absolutamente tudo, a Midway, responsável pelo game nos EUA, decidiu trocar o nome para Pac-Man, evitando as brincadeiras com ‘’F*ck-Man’’.

De lá para cá, a bolinha amarela já passou pelo Atari, pelo Snes, pelo Playstation, pelo Xbox e até pelo Gamecube. Hoje, o game pode ser encontrado através das coleções que a Namco costuma lançar para os consoles da atual geração.

E foi assim que tudo aconteceu.

Pac-Man e suas fases;

O ponto chave da história de Pac-Man – e o motivo central que faz o jogo se manter vivo – é a proposta assumida 33 anos atrás. Se pararmos para analisar, o jogo é absolutamente simplório. Mas a mecânica viciante, fluída e desafiadora presente no jogo o torna especial, inesquecível.  Algo que não vemos com frequência nos jogos atuais, por exemplo.

É curioso traçar algumas comparações. Vivemos na era ‘’cinematográfica’’ dos games, e o que importa no momento é ser real ao extremo,sem priorizar necessariamente a diversão e a jogabilidade. Se com alguns pixels e uma bola amarela nós conseguimos extrair horas de diversão genuínas, embaladas por desafios cada vez mais difíceis, a pergunta que faço ao relembrar de Pac-Man é extremamente simples:

Será que a prioridade são as novas engine gráficas? Por um mundo com jogos mais divertidos e desafiadores, eu digo que não.

Heavy Rain não me representa.

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