Jogos Usados – mocinhos ou vilões?

Leandro de Barros

  segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Jogos Usados – mocinhos ou vilões?

Com o anúncio do primeiro console da nova geração, os debates sobre os benefícios e malefícios dos jogos usados para a indústria se reacenderam. Afinal, comprar e vender um jogo usado é tão prejudicial para os desenvolvedores como é dito por aí?

Com a chegada da nova geração de consoles (o PS4 já foi anunciado na última quarta-feira, dia 20, e o Xbox 720 deve vir por aí), uma discussão reacendeu nesse fórum mundial de debate que é a Internet: afinal, jogos usados são os vilões ou os mocinhos da indústria dos games?

Antes de mais nada, é preciso dar aquela contextualizada marota para o amigo leitor. O mercado de jogos usados não é algo novo na indústria dos games. Desde que os jogos começaram a vir em cartuchos, que amigos trocam/vendem seus títulos de maneira informal. Porém, foi há menos tempo que a versão formal do negócio se popularizou

Lá nos EUA (e também em outros lados do mundo, em lojas que seguiram o modelo), é relativamente comum ver jogadores vendendo seus jogos para algumas lojas, que depois revende para outros jogadores por um preço menor do que o de um lançamento novinho em folha. Mas como isso atrapalha a indústria? E como ajudaria? Vamos dar uma olhada…

Os desenvolvedores não gostam…

Por que os jogos usados são tão odiados pelos desenvolvedores de games à ponto da Microsoft e da Sony estudarem a possibilidade de colocarem uma tecnologia que bloquearia jogos usados nos seus novos consoles? A resposta se resume ao item que move todos nós: o dinheiro.

Quando você ou um outro gamer qualquer vai até uma loja e compra o mais recente lançamento, uma parte do dinheiro deixado lá fica para a loja, outra fica para a distribuidora e outra para a desenvolvedora (deve haver mais gente nessa equação, mas vamos simplificar por aqui). Depois que esse mesmo jogo foi zerado, você pode ir até a loja (ou algum site online) e vender esse jogo. A loja que comprou o seu game, passa então a revendê-lo para um outro alguém. O pulo do gato é: o rendimento dessa segunda venda é exclusivo da loja e não vai nada para distribuidora e/ou desenvolvedora.

Ou seja: quanto mais jogos usados são vendidos, menor são os lucros dos desenvolvedores de games, justamente os que investem inicialmente para um jogo ser lançado. Seguindo essa lógica, os jogos usados infligem um grande dano ao mercado.

Só que não é bem assim…

Essa lógica de que um jogo usado rouba lugar de um jogo novo (ou seja: comprar usado significa que o desenvolvedor deixa de ganhar) e isso prejudica a indústria, é falsa. Primeiro, porque nada garante que o jogador que comprou um título usado iria comprar o mesmo título novo nas lojas e, em segundo lugar, os jogos usados não são só benéficos para as lojas, mas também para os jogadores.

Vamos fazer aqui um exercício de imaginação. Suponha que Joãozinho vai até uma loja e compra o recém-lançado Crysis 3 por R$ 99,90. Depois de jogar e zerar o game, Joãozinho resolve vender o título – o que ele prontamente faz, vendendo por R$40 reais. Esses R$ 40 reais entram no bolso do Joãozinho já com um objetivo: a compra de um novo game.

Esse é o caminho que os jogadores que vendem seus jogos fazem: vender um jogo serve para conseguir reunir verba para comprar mais jogos. Dessa forma, um gamer que teria condições de comprar um grande lançamento de R$199,00 a cada, sei lá, três meses, tem condições de comprar mais dois ou três games do mesmo tipo no mesmo período. Assim, como pode uma medida que acaba por justamente movimentar e vender mais títulos ser prejudicial para a indústria?

É verdade que as desenvolvedoras de games vivem uma situação difícil, investindo muito para produzir um título sem saber se o retorno será garantido, mas a máxima de que “as vendas são a única maneira dos estúdios lucrarem com os jogos” não é verdadeira. Não custa lembrar que um jogo usado JÁ deu lucro para o estúdio, mesmo que tenha sido repassado para outra pessoa, e que ainda assim o estúdio consegue lucrar em cima dele – através de DLCs por exemplo(ás vezes vendido para mais uma pessoa). Além disso, à exemplo de como faz Hollywood, as desenvolvedoras podem lucrar através do licenciamento de suas franquias – não faz muito tempo e nós vimos a Ubisoft vendendo jaquetas de Assassin’s Creed.

Ok, esse negócio de jogos usados parece vantagem. Se eu quiser me aventurar nessa viela da vida, como eu faço?

Como o mercado brasileiro de jogos novos ainda vacila nos seus passos, o mercado de jogos usados engatinha. Assim, talvez a melhor solução seja se aventurar em um site de classificados usados, como o OLX.

Criado na Argentina, o OLX é a maior página de classificados gratuitos do mundo e a sua versão brasileira (www.olx.com.br) é também líder no país. Lá, dá pra procurar por várias ofertas de games usados (e até de consoles!), além de ser uma boa oportunidade de se desapegar dos seus títulos que você nem toca mais pra fazer uma graninha e ir atrás de alguns títulos mais recentes (custa nada lembrar que nesse ano nós teremos milhões de lançamentos de alto nível).

E por falar em desapego, esse é o tema da nova campanha do OLX, que você pode ver abaixo:

OLX

*Esse é um post patrocinado


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