Review Tom Clancy's Rainbow Six® Siege

Sem cérebro você não vai a lugar nenhum em Rainbow Six: Siege

Eder Augusto de Barros
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  terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Ubisoft lançou no começo de dezembro o novo jogo da série Tom Clancy’s Rainbow Six para PS4, Xbox One e PC. O game que havia sido mostrado pela primeira vez na E3 de 2014 prometia uma experiência completamente nova para os amantes dos jogos de tiro em primeira pessoa, e foi isso que desenvolvedora francesa nos entregou.

Apesar de ter uma história no começo do jogo, relatando que o programa Rainbow foi reativado por uma nova líder, conhecida por Six (dublada por Angela Bassett de American Horror Story) e os jogadores então vão ter de se unir para formar a equipe contra-terrorismo do programa Rainbow e lutar contra um poderoso inimigo que se denomina os White Masks. Isso realmente não importa para absolutamente nada.

Diferente da maioria dos jogos chamados Triple A do mercado, que se apoiam no poder do enredo para agradar os jogadores, Tom Clancy’s Rainbow Six® Siege nada contra a corrente e traz um jogo completamente independente de qualquer enredo, mesmo que haja um. Você só precisa saber que existem três modos de jogo.

Um que vai te ensinar o que fazer, como fazer, e mostrar quais os mapas do jogo. Nesse modo você joga sozinho e ele é como um tutorial. Terminado o tutorial, ou não, realmente não importa muito, vamos para os dois outros modos de jogo que realmente importam. O Multiplayer e o Contra-Terrorista.

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O Contra-Terrorista exige que o jogador tem um certo nível de jogo e a premissa é simples, montar uma equipe de 5 jogadores e combater contra os terroristas, que são NPCs. O modo Multiplayer coloca frente a frente duas equipes de até 5 jogadores, uma atacando e outra defendendo. Nada de novo. Os dois modos podem ter como objetivo desativar uma bomba, proteger uma arma química ou extrair reféns. O modo Contra-Terrorista ainda pode ter como objetivo simplesmente eliminar todos os terroristas.

Aí você pergunta: então o que o jogo tem para trazer uma experiência diferente para o FPS? Saudosismo. Lembra do saudoso Counter-Strike com os amigos na lan-house? Onde era extremamente importante conhecer seus parceiros, se comunicar durante o jogo, se importar com os tiros dados e com os que davam contra você? Então, é disso que eu to falando.

Já faz um tempo que me incomodava nos FPS o famoso instant respawn nos jogos mais famosos do mercado como Call of Duty e Battlefield. Agora se você morrer, vai ter que esperar acabar o round. Esses jogos acabaram se tornando muito individuais, ainda que o modo de jogo levasse o nome de Multiplayer, só importava quantos inimigos você matava. Confesso que para os não iniciados, ver uma partida de Battlefield 3 por exemplo, parece coisa de maluco. Esses jogos acabaram indo por um caminho da inercia, onde o único objetivo era atirar sem fim e contar os cadáveres no final do round. Isso já não me agradava mais.

E então veio a Ubisoft prometendo um FPS estratégico onde realmente importava o fator equipe, e não é que cumpre exatamente o que promete? Sem uma boa equipe você não é nada no novo Rainbow Six. Sozinho você não ganha jogo. Se não planejar como vai ser a invasão ou como você vai reforçar o esconderijo para impedir a incursão adversária, você vai perder.

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Para deixar o fator planejamento ainda mais crucial nas disputas, Tom Clancy’s Rainbow Six® Siege conta com um leque de  20 agentes diferentes de cinco forças policiais internacionais. São 10 agentes de ataque e 10 de defesa, cada um deles com habilidades e equipamentos diferentes. Esses agentes mudam o comportamento da equipe pois suas habilidades nem sempre refletem só no próprio personagem, e sim na equipe como um todo. Você pode usar o Castle por exemplo para ter uma proteção mais resistente para as paredes e janelas e isso vai influenciar o desempenho da sua equipe como um todo. Outro belo exemplo de mudança de toda a equipe é se houver alguém no seu time usando o agente Mute da polícia britânica que permite usar um equipamento eletrônico para impedir que os pequenos drones adversários encontrem sua equipe dentro do mapa.

A composição dos mapas também é bem importante para a diversão, apesar de não haver uma grande quantidade de cenários, eles são bastante equilibrados e variam de abordagem entre rondas. Não é sempre que você vai defender uma arma química na mesma sala da embaixada que Idris Elba gravou o trailer live-action do jogo. As vezes você defenderá a mesma bomba na garagem, no hall de entrada ou em qualquer parte do cenário, isso muda o modus operandi das duas equipes, mudando o lugar, muda a forma de armar as barricadas e a maneira de invadir o prédio.

Quando o jogador chega ao nível 20, aí é que o jogo fica competitivo de verdade, e provavelmente é a Ubisoft olhando para o futuro do e-Sport. Quando um jogador atinge tal nível, é possível continuar jogando partidas Multiplayer normais, contra jogadores dos mais diferentes níveis, ou jogar partidas muito mais competitivas contra jogadores apenas do seu nível onde é possível em forma de votação dentro da equipe escolher local de início do jogo ou cômodo do prédio onde será feita a defesa. Nesse modo as faltas cometidas pelos jogadores como abandonar a partida ou atirar em jogadores do time custam bem caro e a equipe pode até votar pela exclusão do jogador caso ele não se adeque a forma de jogo do time.

Todos esses adicionais fazem de Rainbow Six: Siege um dos jogos mais divertidos de 2015, apostando em fórmulas que popularizaram o FPS e, não se sabe exatamente porque, caíram em desuso. Sorte da Ubisoft. Sorte nossa que eles encontraram esse caminho. E lembre-se, comunicação é fundamental.

Comunicação é ouro

TL;DR

Rainbow Six: Siege é um dos jogos mais divertidos de 2015, apostando em fórmulas que popularizaram o FPS e, não se sabe exatamente porque, caíram em desuso. Sorte da Ubisoft. Sorte nossa que eles encontraram esse caminho. E lembre-se, comunicação é fundamental.

Tom Clancy’s Rainbow Six® Siege
First-person Shooter

Desenvolvedora: Ubisoft
Plataformas: PS4 (versão que jogamos), Xbox One e PC.

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