8Bits Drops – XCOM: The Enemy Unknown

A quanto tempo a gente não falava de joguinhos, hein meu povo? Estou de volta hoje pra falar de um dos melhores lançamentos de 2012 e um dos melhores jogos táticos da atual geração, o remake da franquia XCOM trazido a nós pelo pessoal da Firaxis (responsáveis pela franquia Civilization) e distribuído pela 2K Games (de estudios como a Irrational, de Bioshock). O jogo de batalha contra alienígenas mortais está disponível pra PC, MAC, PS3 (grátis na Plus americana e européia), Xbox 360 e dispositivos iOS.

XCOM

1. Dois jogos em um.

A primeira coisa que se destaca em XCOM é o quanto o “jogo ao redor do jogo” é mais complexo do que o próprio sistema de combate (que já é bastante intrincado). Você assume o papel do comandante da divisão XCOM, um grupo criado por uma aliança de países para combater a ameaça alienígena. Sim, é clichê. Mas a intenção do jogo não é ter uma história muito profunda, mas sim, uma mecânica boa. E nisso ele se sai extremamente bem.

2. O futuro do planeta em suas mãos

Comandando tanto os movimentos dos seus soldados em campo quanto o desenvolvimento do projeto (quais armas desenvolver, quais instalações construir, pra onde enviar suas tropoas), além de ter que manter a sensação de segurança nos países é algo muito desafiador. Um desafio no ponto certo. Saber balancear o apoio dado a cada país/região, ao mesmo tempo em que fica de olho nas recompensas de cada um por ser atendido é uma chave para o sucesso.

3. A Maldição da Perma-Death

XCOM é um jogo dotado de uma das escolhas mais punitivas da industria: Permanent Death. Cada soldado morto em combate está morto de vez. Não importa quantas missões ele fez contigo, o quanto você o treinou. Se as barras de energia zerarem, há uma chance ENORME de seu soldado ser morto. E nada é pior do que perder um soldado que foi promovido a general, só pra ter que treinar um novato até o mesmo nível. E isso nos leva a outro ponto…

4. Estratégia, do grego Strateegia…

O grande destaque de XCOM é o seu combate. Seguindo a linha clássica de jogos de estratégia em turnos, você posiciona seus soldados e ataca/usa qualquer habilidade que queira e, então, é a vez do inimigo fazer isso. Nada muito complicado, certo? É aqui está o erro. Como soldado morto é morto MESMO, um movimento mal-calculado pode te colocar nos braços de vários inimigos e numa morte rápida e inevitável.

XCOM 2

5. Dificuldade

Uma das maiores críticas aos jogos atualmente é o quanto eles se tornaram fáceis. Por mais que isso tenha mais a ver com um design mais capaz (muitos jogos antigos só eram difíceis porque eram quebrados e mal-feitos) e com uma habilidade maior de nossa parte, é inegável que, muitas vezes, faltam uma sensação de desafio. E nisso, XCOM é um prato cheio. A cada movimento e cada ataque, você vai se pegar calculando cenários e novos movimentos, só pra vê-los caírem por terra por algo que você não esperava. Se não chega ao nível de Demon/Dark Souls, XCOM vai te fazer pensar em cada passo como se fosse o último.

6. Supresas

Acha que se acostumou com os inimigos do começo do jogo? Pois é… Aqui vem mais um novo tipo de e.t. pra te pegar completamente de surpresa e te matar em um ou dois ataques. XCOM não permite que o nível de tensão caia ou que você se sinta confortável. Mesmo os passos mais calculados podem acabar revelando um grupo de 3 ou até 6 inimigos em seu último movimento no turno. E nada impede que um tiro com 97% de chance de acerto acabe dando errado…

7. Fazer isso contra seus amigos

Não chega a ser surpreendente que um jogo hoje venha com multiplayer. As empresas praticamente exigem para aumentar a vida útil dos jogos (não que isso seja algum tipo de verdade), o que as vezes resulta em modos mal-feitos e enfiados ali só pra fazer volume. Mas, quando mesmo em jogos que parecem forçados, o multiplayer é bom, nós acabamos ganhando. E é nisso que o multiplayer de XCOM se destaca. As batalhas se tornam verdadeiros jogos de xadrez, com um pouquinho de aliens, armas sci-fi e explosões de cabeça no meio.

8. The Enemy Within

Mais de um ano após o seu lançamento, XCOM receberá um pacote de expansão! Sim, em algo cada vez mais incomum na industria, já que as antigas expansões passarem a ser quebradas em DLCs, The Enemy Within chega em 13 de Novembro com uma nova campanha, novas espécies de inimigos e novas habilidades e equipamentos pros seus soldados (além de novos mapas pro multiplayer e pra campanha). Em um ano surpreendentemente cheio delas (Diablo III, Dragon’s Dogma, Civilization V, todos ganharam expansões), The Enemy Within caminha para ser a melhor de todas.

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