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8 Bits | Batman: Arkham Asylum

  Pedro Luiz   |    quinta-feira, 02 de agosto de 2012

Essa é a estreia do quadro 8 Bits! E hoje estamos trazendo o review e o gameplay do jogo mais aclamado de 2009. Leia, assista e dê a sua opinião!

Chegou a hora da estreia! E pode ficar tranqüilo, caro leitor do Supernovo. Toda quinta-feira, sem exceção, os macacos escravos desse site trarão uma avaliação novinha para você! Com análise baseada nos 8 bits (Entenda a forma de avaliação clicando aqui) e gameplay para alegrar a sua semana.

Hoje o assunto é sério. Começamos com um jogo sensacional, desenvolvido pela Rocksteady Studios e lançado pela Eidos Interactive:

Batman: Arkham Asylum (2009 | Para PS3, Xbox 360 e PC)

O ano de 2009 conheceu um dos melhores jogos baseados em outras mídias. Você que é interado do assunto, sabe que os jogos licenciados de filmes e quadrinhos nunca atendem as expectativas do público gamer. O grande trunfo, porém, vem daí. Baixa expectativa e um jogo excelente transformaram a primeira aventura do homem morcego na atual geração de consoles, memorável.

Vamos aos quesitos:

Apresentação: Os menus do game são muito estilosos. Na tela de opções de jogo já temos a visão do Batman em sua clássica posição enquanto observa Gotham City. Os detalhes também agradam, como por exemplo, as transições acompanhadas de morceguinhos, no melhor estilo Batman Begins (filme da trilogia Christopher Nolan, nos cinemas). Tudo é muito interativo; Uma opção escolhida no menu já é pretexto para movimento na tela, e isso chama atenção da nova geração de jogadores. Ta aí o cinema 3D que não me deixa mentir.

História: Esse é um dos pontos controversos do jogo, pois no comando do roteiro está Paul Dini, um roteirista experiente que está por traz da excelente série animada do Batman que foi ao ar nos anos 90. E pela experiência de Dini, caberia algo muito mais ousado. Porém, por mais simples que a história seja, ela caba funcionando nas mãos corretas. E funciona muito bem. O game já abre com a captura do Coringa; logo percebemos que foi fácil demais. Coringa, então, consegue escapar e arquiteta uma fuga em massa de prisioneiros do  Arkham, ‘’lar’’ dos bandidos mais sinistros de Gotham. Zé Pequeno é fichinha.  A missão de Batman, ao longo do jogo, é frustrar por completo os planos do Coringa, e para isso, o homem morcego tem pelo caminho Hera Venenosa, Bane, Arlequina e outros personagens importantes nos quadrinhos. História simples, mas executada da melhor forma possível.

Gráfico: A riqueza de detalhes em cada frame do jogo é de encher os olhos. Detalhes, por exemplo, do rosto ‘’estragado’’ do Coringa, são extremamente bem cuidados e realistas. Cada cicatriz, maquiagem e tudo mais estão lá. Toda a moderna roupa do Batman também tem tratamento especial. Pequenos detalhes do jogo, como plantas que atravessam o personagem, ou golpes que atravessam a área atingida, aparecem de vez em quando. Nada que comprometa essa linda demonstração de gráficos escuros e góticos. Gráficos que só seriam superados pelo seu próprio sucessor, Batman Arkham City, dois anos depois.

Jogabilidade: Como é divertido ser o Batman! Algo que me agradou muito nesse game foi o sistema de combos que o homem morcego dispõe. Com um comando de ataque, mais a combinação correta de direção do personagem, temos em seguida 10 capangas do coringa no chão. Uma espécie de câmera lenta acompanha os golpes finais estilosos que Batman aplica nos criminosos, dando ainda mais glamour a pancadaria. Outro ponto positivo foi a adição do estilo stealth ao personagem, que consiste, basicamente, em uma forma silenciosa de vencer os inimigos. Quem jogou qualquer jogo da franquia Splinter Cell sabe como funciona… Você leva o personagem agachadinho, colado no muro, e quando o pilantra menos espera, está em sono eterno. Isso sem produzir nenhum ruído, dando a oportunidade do jogador seguir com essa tática até onde não der para se esconder. Planar pelos andares dos edifícios do Arkham, usar os bat-rangs e se pendurar em lugares estreitos também são ações permitidas ao jogador, basta acertar o tempo certo de tudo.

Dublagem: Nisso, temos que tirar o chapéu. A equipe responsável pelo núcleo principal de personagens do jogo estava inspiradíssima e nos entregaram vozes que casaram perfeitamente com as ações e personalidades de cada um.  Temos na voz do homem morcego o ator norte-americano Kevin Conroy, que dublou a famosa (e já citada) série do Batman dos anos 90, que é sensacional! Mais contato com o personagem, impossível… E na voz do Coringa está Mark Hammil, que chega a um nível de insanidade tão grane em sua interpretação que chegou a ser comparado várias vezes com Nickolson e Ledger, coringas do cinema (guardadas as devidas proporções). Belíssimo trabalho!

Personagem: Como dito na parte dos gráficos, o estilo do Batman nesse game é incrível. O quesito chuta-bundas, ou o nível bad-ass do homem morcego é altíssimo! Os apetrechos e as técnicas de luta são muito fiéis aos quadrinhos, e toda a interação com os vilões é muito bem pensada. Por ser tão poderoso em combate, é divertido colocar o personagem em diversas ocasiões complicadas, como por exemplo, uma roda de capangas do coringa. São 20 caras com bastões nas mãos, mas o Batman é forte, cara… Muito forte. E com personagens fortes, a identificação é imediata. Como disse lá em cima: Como é bom ser Batman!

Dificuldade:  O nível de dificuldade de um game costuma ser relativo, mas em Arkham Asylum fica claro o ‘’pé no freio’’ que a Rocksteady teve em elaborar as fases. Talvez prevendo uma continuação, ou esperando que o game passasse por mais pessoas sem que as mesmas tivessem dificuldade para fechá-lo. E de fato, é o que acontece. O game não é difícil. É possível fechar o jogo em 12 horinhas de game, sem grandes dificuldades. O pequeno número de chefes presentes no game também é um fator que contribui para essa classificação de game fácil. Quatro ou cinco grandes chefes podem ser enfrentados. Mas fica nisso.

Prateleira: Qual é o saldo desse game? Considerando todos os pontos positivos, entre gráficos, história segura, dublagem fantástica, jogabilidade convidativa e personagem interessante, temos um jogo sensacional! Mas, o grande problema de Arkham Asylum, e que pode fazer com que o game fique esquecido na sua prateleira, é a campanha. Mesmo com a opção de explorar todo o mapa, o game não possui multiplayer, o que acaba diminuindo a vida útil do game. Com isso, recomendo o game para absolutamente todos! É um jogo sensacional, mas que deve ser fechado da forma correta, com todo o mapa explorado e tudo mais. Depois, deixe ele mofando na prateleira, não tem a mesma graça rejogar. Game é experiência, e repetir a experiência da campanha pode ser cansativo.

Se você quer comprar o jogo, aproveite o preço camarada que a Saraiva tá fazendo para PS3, só RS 79,90 na edição Jogo do Ano.

Assista o vídeo de estreia do 8 Bits! Se curtir, compartilhe o vídeo para os amigos! Até semana que vem!

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