NaNoWriMo: Quem já venceu?
Regina Umezaki

Regina Umezaki
@reginaumezaki

  segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NaNoWriMo: Quem já venceu?

Semana final do NaNoWriMo e se você precisava de alguma motivação extra para terminar o seu livro, aqui está!

Esse artigo é parte do projeto BaNaNoWriMo, veja mais artigos e participe da brincadeira aqui.


Pensando na vida, no universo e em tudo mais, achei que seria interessante apresentar para vocês alguns dos autores que lutaram incansavelmente para vencer o desafio NaNoWriMo e, depois disso, ainda publicaram suas obras. Entre os mais famosos listados no site do projeto, estão alguns que eu não li, alguns que eu gostaria de ler e um ou outro que eu li e MEU DEUS, GIMME MORE.

Dos que eu não li, temos Sara Gruen, autora de Água Para Elefantes (Water for Elephants), de 2007, livro que virou filme com Reese Witherspoon e Robert Pattinson; A história gira em torno de um senhor num lar de idosos remanescendo sobre o passado, quando uma tragédia familiar o levou a largar a faculdade de veterinária pouco antes de sua conclusão e se unir ao circo.

Também sobre circos, há O Circo da Noite (The Night Circus), 2011, de Erin Morgenstein, que conta a história de um circo de atmosfera envolvente e surreal, que aparece e desaparece sem aviso e guarda segredos antigos. Através do livro, acompanhamos a trajetória de dois aprendizes que se vêem inseridos numa competição de regras inexatas que só pode ser encerrada quando um deles não puder mais competir.

71N-hAxibZLSaindo da atmosfera circense, temos alguns YA contemporâneos, começando com Anna e o Beijo Francês (Anna and the French Kiss), 2010, de Stephanie Perkins, que é um queridinho dos leitores de jovem-adultos. O livro não tem nada de especial em relação ao plot, contando a história de Anna, a filha de um escritor que recentemente atingiu o sucesso e resolveu que a educação dela era tão importante que devia ser provida por uma escola em Paris. O que diferencia a obra de Perkins dos demais YA que li recentemente é a dedicação com a qual ela constrói seus personagens e o carinho com que trata seus relacionamentos. É um livro sobre as pequenas evoluções pessoais de Anna e seus novos amigos, e não apenas um amontoado de dramas adolescentes (apesar de ter um pouco de drama adolescente também). Acho que a maior prova de que um livro YA é bom é ele conseguir transcender a linha do genérico e se destacar mesmo fora de seu público alvo. Anna é assim. O livro acabou ganhando dois companion-books, livros em cenários similares, mas focados em personagens diferentes: Lola e o Garoto da Casa ao Lado e Isla and the Happily Ever After (ainda não lançado no Brasil, “Isla e o Felizes para Sempre” em tradução livre).

Outra autora bastante elogiada dentro do nicho YA é Rainbow Rowell, cujo livro Fangirl é fruto de um NaNoWriMo e foi oficialmente lançado em 2013. A história traça muitos paralelos com o próprio projeto, uma vez que conta a história de Cath, que acabou de se mudar para o alojamento na faculdade e tem o hobby de escrever fanfics de uma série de livros que lembra muito um certo bruxo adolescente que nós conhecemos bem. Com o último livro da série prestes a ser lançado, Cath se vê às voltas com sua fanfic, um final alternativo que ela quer terminar antes da publicação oficial do fim. Além do processo de escrita, claro, o livro também fala da nova experiência que Cath está vivendo, dos relacionamentos que ela desenvolve e de como ela lida com os problemas que vão surgindo, desde os projetos da aula de escrita até seus próprios sentimentos em relação a um possível interesse amoroso e à mãe que foi embora anos atrás.

Além disso, temos livros mais voltados para fantasia e distopia:

the-forest-of-hands-and-teethA Floresta de Mãos e Dentes (The Forest of Hands and Teeth), 2009, é o primeiro de uma trilogia. Conta a história de Mary, que vive num vilarejo protegido por uma irmandade religiosa. A vila é cercada para manter criaturas desconhecidas do lado de fora, e a irmandade mantém todos sob controle com a promessa de que aquele é o último local habitado por humanos no mundo. Zumbis, gente. Zumbis.

E, por último, temos Cinder, de Marissa Meyer, 2012, primeiro de uma série que já conta com três livros: Cinder, Scarlet e Cress. Os livros são retellings de contos de fadas com um twist de distopia sci-fi, e contam a história de protagonistas diferentes cujos destinos se entrelaçam ao longo dos livros. O primeiro é a história de Cinder, uma mecânica ciborgue que habita Nova Pequin e acaba se envolvendo num plot político que envolve nações inteiras, nem todas da Terra.

Vale lembrar que os anos informados nessa matéria são referentes ao lançamento dos livros, e não ao ano em que foram escritos. Em geral, os autores tiram um tempo depois do NaNoWriMo para reler, editar, reescrever algumas partes e cuidar de outros detalhes importantes para a publicação de uma história. Os meses pós-NaNoWriMo costumam trazer uma avalanche de originais para avaliações em editoras, nem todos devidamente relidos e cuidados por seus autores.

Se você pretende tentar publicar o livro que escrever em novembro, pode ser uma boa ideia relê-lo, editá-lo, reeditá-lo, lê-lo novamente e só enviá-lo para alguma editora quando tiver certeza de que é o melhor que pode fazer. O NaNoWriMo é um booster, um empurrão para botar idéias para fora. Organizar, polir e apresentá-las de maneira profissional é outra história, e pode levar mais tempo.

Vocês podem conferir a lista completa de histórias escritas durante o NaNoWriMo e posteriormente publicadas aqui e ler mais sobre o BaNaNoWriMo aqui.


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